Juiz de Fora

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Panótico vê aqui e agora (201)


A invenção de Hugo Cabret
(2011)



O novo filme do diretor Martin Scorsese (n.1942) tem sido muito elogiado pela crítica. O seu primeiro filme em 3D (não sei se isto é motivador ou não) é uma homenagem direta a um dos pioneiros do cinema, o francês Georges Méliès, realizador de um clássico, agora restaurado, La voyage dans la Lune, de 1902 e de mais de quinhentos filmes, do qual hoje uns oitenta, pelo menos, estão preservados. A vida de Georges Méliès retratada no filme é meio fantasiosa, contada de uma forma que adapte ao seu arquétipo do filme.


Você conhece esta imagem.




Georges Méliès (1861-1938)


Hugo Cabret é um pré-adolescente órfão de ambos os pais, muito inteligente, que durante a década de trinta mora em uma das estações parisienses, a Gare de Lyon, com um tio alcoólatra responsável pela manutenção do relógio da torre da estação. Vivendo em uma gare? Como é possível? Ora, centenas de milhares de pessoas sobrevivem nas ruas, estações têm abrigo, comida, água, produtos, gente circulando... O filme começa um tanto infantil, com a personagem de Georges, um proprietário de uma loja de brinquedos (Ben Kingsley) fazendo uma caricatura de um adulto repressor sobre o pobre Hugo Cabret, tratado como se fosse um delinquente. Hugo também é perseguido por um inspetor de polícia que mantém a ordem na gare e envia menores infratores a um orfanato (Sacha Cohen, o Borat). Aos poucos o menino vai revelando a sua preocupação, obter pequenas peças de brinquedo para poder consertar algo muito importante relacionado aos tempos em que vivia com o pai.


Biblioteca Saint-Geneviève


Place Edouard VII

Martin Scorsese dirigiu as locações em Paris em grande segredo, no último verão. Durante dez dias em agosto, centenas de pessoas trabalharam na Universidade de Sorbonne (5e), na Biblioteca Saint-Geneviéve (5e), na praça Eduardo VII, rua Boudreau e no Teatro de l'Athénée-Louis-Jouvet (os últimos no 9e). É uma pena que a "estação" exibida no filme está repleta de recursos informáticos.


Théâtre de l'Athénée

Fonte:http://www.paris.fr/accueil/accueil-paris-fr/hugo-cabret-les-photos-du-tournage-de-scorsese-a-paris/rub_1_actu_92354_port_24329

3 comentários:

  1. Cheio de boas intenções, o personagem vivido por George Clooney,acaba entrando no jogo, assim como o expectador.Razoável!

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  2. Pois é, mas o dono do jogo é o sistema, ele só manda se for uma peça dele.

    Um abraço, obrigado por comentar e volte sempre.

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  3. eu gostei muito de hugo. beijos, pedrita

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