Juiz de Fora

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Panótico vê aqui e agora (267)




Batman - O cavaleiro das trevas ressurge
(2012)




Gotham City vive dias de segurança, e Batman está recluso há anos por ter supostamente assassinado o benfeitor da cidade. Paralelamente, um terrorista troglodita que usa uma máscara organiza o sequestro de um cientista russo capaz de armar uma bomba atômica. A rede terrorista de Bane (é o nome do mamute) é contratada de um megaempresário que pretende utilizá-la para roubar segredos industriais. Uma outra megaempresária, preocupada com o meio ambiente, quer se unir a Bruce Wayne para utilizar energia nuclear com fins pacíficos.

Eu não li a última série de Batman em quadrinhos e nem vi o anterior Batman, com o Curinga de Heath Ledger. Lembro apenas que detestei o primeiro Batman desta nova série, com Christian Bale e Liam Neeson, detestei a história, o plutocrático Bruce Wayne, o Batmóvel tanque, Tibete, artes marciais, etc.

Já por dentro da enorme polêmica fui vê-lo por falta de melhor opção. Somente havia uns vinte estudantes universitários em greve por lá, silêncio total e obsequioso, o jeito é fugir da promoção das terças-feiras. Dirigido e produzido por Christopher Nolan (n.1970), diretor de A origem, este Batman conta com um leque de estrelas de credibilidade: Michael Caine como o mordomo Alfred, Gary Oldman como o Comissário Gordon, Marion Cotillard como a magnata do Bem, e Morgan Freeman como o cientista do Bem (Anne Hathaway como Mulher Gato é bônus). Isto tudo envia um recado para o público, não é apenas um filme para adolescentes, o titio pode ver também.

Achei que o filme se esticou, chega uma hora em que a trama não se desenrola e há suspense excessivo. Há elementos para agradar aos dois públicos que buscam este tipo de filme: o convencional, afeito ao paladar estadunidense, que se satisfaz com ação, efeitos especiais, armas poderosas, gente bonita e sexy mesmo quando apanha, e frases ocas de efeito. E também há reflexões sistemáticas, questões éticas e universais, dilemas humanos, fotografia excelente, boa trilha sonora, etc. para os mentalmente adultos. Somente aqueles que, não é o meu caso, aspiram a um cinema dessensiblizador e desconstrutivista, filhos indiretos e diretos de Walter Benjamin, Deleuze e Derrida, que podem concluir, e com razão à sua maneira, de que Nolan gosta de fazer pseudo-cinema relevante. Para aqueles que não suportam um cinema com pretensões metafísicas, este último Batman só não é tão ruim quanto os dirigidos por (ui!) Joel Schumacher.

Vale a pena, não deixe de vê-lo.


3 comentários:

  1. não me empolguei em ver. o luíz fílip foi solista em juiz de fora em julho com a orquestra sinfônica de minas gerais sob regência do fábio meccheti, mas acho q coincidiu qd vc estava em londres. beijos, pedrita

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  2. É mesmo, Pedrita, deve ter sido o Festival de Música Antiga organizado pelo Pró-Música. Já é tradicional na cidade e sempre há uma grande atração.

    Um abraço.

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