Juiz de Fora

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

My best loved 1983 rock albums (8)



90125
(Yes)

Estou sem tempo, cabeça e organização para resenhar estas séries. Os meus vinis estão fora do lugar. Fica aqui registrada a minha preferência, quando der eu reedito tudo.

sábado, 1 de junho de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

My best loved 1983 rock albums (5)




Speaking in tongues
(Talking Heads)



Speaking in Tongues é o quinto álbum do grupo estadunidense Talking Heads e o último de que gostei. Formado em meados da década de setenta pelo artista plástico David Byrne (voz e guitarra), Jerry Harrison (guitarra e sintetizadores) e pelo casal Tina Weymouth (baixo) e Chris Frantz (bateria), o Talking Heads foi um dos poucos grupos estadunidenses dos anos oitenta de que gostei. Faziam um som considerado meio new wave, meio de vanguarda. Os seus dois melhores álbuns, Fear of Music (1979) e Remain in Light (1980) contaram com a participação de Robert Fripp, Brian Eno e Adrian Belew.






Conheci o Talking Heads em 1982, quando foi lançado em vinil no Brasil o álbum duplo ao vivo The name of this band is... Gostei de quase tudo o que ouvi, e achei interessante a estratégia do grupo em fazer um som alternativo mas sem seguir a tendência britânica de apelar para roupas e caras. Para alguns a banda tinha uma aparência careta, mas o que interessava, assim como hoje, é a música, não o vestuário. O Talking Heads caminhava por se tornar uma banda mainstream,mais somente dois anos depois com o fraco e muito bem-sucedido Little creatures.

As minhas preferidas são: Making Flippy Floppy e Slippery People


segunda-feira, 1 de abril de 2013

My best loved 1983 rock albums (4)




Synchronicity
(The Police)




O Police foi um dos primeiros grupos new wave de sucesso internacional. O trio britânico formado em 1977 por Gordon Sting Sumner (voz e baixo), Andy Summers (guitarra e sintetizadores) e o estadunidense Stewart Copeland (bateria e percussão) lançou cinco discos entre 1978 e 1983, todos eles atingindo os primeiros lugares inclusive nos EUA. Com canções em sua quase totalidade compostas em letra e música por Sting, o Police era uma máquina de fazer hits, em cada um de seus álbuns havia pelo menos meia dúzia delas. Boa parte deste sucesso se devia ao cantor, que encantava a mulherada.

Eu ouvi o The Police pela primeira vez em um clip no antigo Cassino da Chacrinha, em 1980. Era o mega-sucesso De do do do da da da (do terceiro álbum, Zenyatta Mondatta, de 1980). Achei-a bem bobinha, excessivamente pop, para mim era só mais um grupo idiota de passagem. No início de 1981 eles estiveram no Brasil, tocaram no Maracanãzinho, mas não dei valor.

Mas em 1982 a tv e a imprensa brasileira abriram espaço para as novas tendências inglesas em rock. Embora ainda estivesse excessivamente inteirado com o progressivo, eu não queria fechar os ouvidos para o que poderia vir de bom. 1982 foi um ano excelente para a música. Gostei muito de Don't stand so close to me, do mesmo Zenyatta Mondatta, e o álbum seguinte (Ghost in the Machine, de 1981) foi o primeiro que adquiri da banda e ainda o considero um excelente álbum, particularmente Spirits in the Material World. Li umas entrevistas de Sting, e, ao contrário de pop stars fútil, o cara me pareceu uma pessoa inteligente, culta e leitor voraz. Paralelamente, o guitarrista Andy Summers gravou um disco com Robert Fripp (I advance masked), do King Crimson, o que, além de ser um ótimo trabalho, me dava um certificado de qualidade do policial.

Ouvi Synchronicity pela vez em uma livraria, pelo rádio, e adorei a introdução da primeira faixa. Comprei o disco, e uns dois anos depois, os três primeiros. O Police teria acabado por causa de grana. Sting fazia quase tudo que rendia, mas a divisão dos lucros lhe era aparentemente desvantajosa. Rompeu a banda, lançou três discos excelentes de estrondoso sucesso - The dream of the blue turtle (1985), Bring on the night (1986) e Nothing like the sun (1987). Depois disso, Sting não fez nada mais de qualidade, sequer razoável, hoje ele é tipo um músico de MPB, que vive do passado.

As minhas preferidas são Synchronicty I e II. Gosto de Wrapped around your finger pelo belo clip.


sexta-feira, 1 de março de 2013

My best loved 1983 rock albums (3)




Genesis

Genesis é o décimo-terceiro álbum do Genesis, o sexto com o baterista Phil Collins nos vocais, e o terceiro em que a banda estava assumidamente fazendo um som bem pop. Após Abacab (1981), fiquei com receio de que o Genesis se descaracterizasse por completo, e o rock progressivo da banda fosse coisa do passado glorioso. A minha esperança, no entanto, era o tecladista Tony Banks, eu estava certo de que ele não deixaria de lado o seu papel crucial no grupo.

E não deu outra, assim que o disco em vinil saiu no Brasil o comprei, embora reticente com a capa infantil e a ausência de título no vinil. Mal começa a tocar Mama, faixa pelo qual os ouvintes apelidaram este lançamento, senti que havia uma procura de conciliar músicas de sucesso com melodias de qualidade. 

As minhas preferidas são Home by the Sea e Second Home by the Sea. Para mim, que o grupo sobrevivesse e faturasse eram necessidades da vida, contanto que não se tornasse apenas uma banda de apoio às canções melosas de Phil Collins.










sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

My best loved 1983 rock albums (2)





Power, corruption & lies
(New Order)

Em 1985 a minha fonte de informação sobre rock era a horripilante revista Bizz, que adorava irritar os fãs de rock progressivo e simultaneamente promover qualquer bandinha inglesa independente, ou qualquer rapper estadunidense, como se fossem o que há de melhor no mundo. Tudo isto para na publicação do mês seguinte nos revelarem que estas bandas ou rappers não eram, na verdade, tão bons assim, mas que os indicados deste mês, estes sim, eram o suprassumo do que haveria de inovador dali em diante. Apesar disto, a Bizz era a única fonte de informação disponível, e nela escrevia Pepe Escobar, um ex-jornalista da Folha de São Paulo que àquela época residia em Londres e costumava acertar em cheio nas suas dicas, ainda que gostasse de escrever sobre as bandas de uma forma um tanto elíptica.




Pois bem, Pepe Escobar fez uma excelente matéria sobre duas bandas de Manchester, sendo uma continuidade da outra: Joy Division e New Order. Joy Division contva com o cantor Ian Curtis, um poeta um tanto deprimido, para dizer o mínimo, com letras sobre angústia e solidão. Ian Curtis dançava no palco como se estivesse sob efeito algo parecido com um ataque epilético, e sua figura magra, muito branca e com olhos esbugalhados, parecia uma boa personificação do que cantava. O Joy Division durou entre 1978-80, fez três excelentes álbuns, e após o suicídio de Ian Curtis, tema que já foi às telas em ótimo filme, os três membros remanescentes, o guitarrista Bernard Sumner, o tecladista Peter Hook e o baterista Stephen Morris convidaram a tecladista Gillian Gilbert e formaram o New Order.





Algumas meses depois fui à Belo Horizonte e lá assisti, em um anfiteatro da UFMG utilizado pelo DCE, a dois documentários: Here are the young men, com shows do Joy Division em Manchester e Eindhoven (Holanda), em 79-80, e a Taras Schevchenko, um show do New Order em uma casa cultural ucraniana em Nova York. Gostei muito de ambos e fui atrás dos discos das duas bandas. Adquiri o vinil nacional Closer  (1980) do Joy Division, mas somente havia cds importados caríssimos do New Order, e mesmo assim, sob encomenda. Universitário de tempo integral, sem mesada, e cujos únicos recursos para lazer provinham de uma bolsa de monitoria em História da Arte da UFJF, fiz o que os jovens duros de classe média faziam à época de cds importados a quarenta dólares: comprei uma fita gravada com dois álbuns do New Order: Power, corruptions and lies, e Brotherhood (1985).

O show do New Order a que assisti era mais mais fundamentado no primeiro álbum do grupo: Movement (1981), mas deu para sentir qual era a do grupo. Muito intimistas (o que mais tarde eu iria concluir que tinha mais a ver com a bronquice de jovens suburbanos semi-letrados), o guitarrista Bernard Sumner (na realidade, um sujeito semi-analfabeto conforme revelado em várias entrevistas dadas por ele e por Peter Hook) mal cantava, e chegava às vezes a tocar de costas para a plateia. Nenhum sorriso ou comunicação com o público, uma atitude que era vista como algo do tipo: "somos artistas, fazemos o que fazemos, gostem ou não, não estamos aqui para divertir". Com o tempo, fui perdendo interesse no New Order, apenas mais uma banda que toca para públicos consumidores de ácidos em raves.

Mas Power,corruption and lies é muito bom. Muito diferente do Joy Division, é um som em que os sintetizadores predominam sobre a guitarra desafinada de Sumner. Se o Joy Division era mais angustiante e reprimido, o som do New Order é mais... químico. A minha preferida é Your silent face.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

My best loved 1983 rock albums (1)



Construction time again
(Depeche Mode)


O compositor e letrista faz-tudo Martin Gore, a bela voz de David Gahan, e os tecladistas Andrew Flwetcher e Alan Wilder, a formação clássica do Depeche Mode de 1982-94.



Eu conheci o Depeche Mode em 1983, assim que foi lançado o álbum A broken silence. Lembro-me de que o ouvi simultaneamente a The hurting, do Tears for Fears, Sweet Dreams (are made of this) do Eurythmics e Kissing to be clever do Culture Club. Gostei de todos, mas o Depeche Mode me chamou mais a  atenção por três aspectos: o som technopop, um romantismo mais reflexivo e a sugestiva capa de uma camponesa na colheita, uma restilização do realismo soviético que me pareceu bem inteligente e bela. Fiquei em dúvida se seria mais uma banda que se incorporaria ao som mainstream alguns discos de qualidade. Felizmente, creio que não ainda hoje.

Depois disto só ouvi a banda novamente em 1985, com mais dois álbuns lançados, este Construction time again (1983) e Some great reward (1984). Contrariamente a A broken silence, Construction time again é um álbum claramente pop, basta ouvir os primeiros acordes da ótima Love in itself, mas a capa com um operário é o complemento óbvio do interesse da banda. Embora o technopop esteja inevitavelmente associado a pistas de dança/moda/estética gay/vida noturna/etc. da minha parte o que me interessava era a combinação de melodias de sintetizadores, com letras e preocupações de conteúdo além da baita voz de David Gahan. Algo como: não esqueça de ser inteligente enquanto se diverte, o que é algo muito em comum com a filosofia do rock progressivo.

A minha preferida é Everything counts, um mega hit sempre tocado em momentos chave dos concertos do Depeche Mode. É o tipo da canção que eu não me canso. A versão ao vivo em um show em Hamburgo em 1984 (exibido pela tv brasileira em 1987) me ganhou de vez e me parece a mais interessante de todas, devido a um som de sintetizador que perpassa toda a canção. A letra constestadora, e a capacidade de se ser contestador sem ser piegas, melodramático, hipócrita ou chato fez a banda ocupar um lugar destacado nas minhas preferências musicais:

The handshake
Seals the contract
From the contract
There's no turning back
The turning point
Of a career
In Korea, being insincere
The holiday
Was fun packed
The contract
Still intact

The grabbing hands
Grab all they can
All for themselves
After all

The grabbing hands
Grab all they can
All for themselves
After all


It's a competitive world
Everything counts in large amounts



(O aperto de mão
sela do contrato
A partir do contrato
Não há como voltar atrás
É a decolagem
de uma carreira
Na Coréia do Sul, sendo insincero
O feriado
foi diversão acertada
O contrato
permanece intactao

As mãos que agarram
pagam tudo o que podem
Tudo para si
afinal


As mãos que agarram
pagam tudo o que podem
Tudo para si
afinal

É um mundo competitivo
Tudo conta em grandes quantidades)