"Borges, uma vida" - Edwin Williamson (Companhia das Letras, 657 p., 68 reais)
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Panótico lê aqui e agora (22)
Ficções
(Jorge Luis Borges/ 1944 (ed.2007)
Entre este post atual e o último escrito sobre minhas leituras, eu incorporei mais quatro livros: Baú de Ossos, primeiro volume da autobiografia de Pedro Nava (interessante, mas prolongado), Um homem sem profissão, de Oswald de Andrade (interessante), A faca de dois gumes de Fernando Sabino (engraçado, mas só isto) e uma novela de uma autora local a que eu recuso a dizer o título para não espalhar más leituras. Todo este esforço em alguns dias foi mais ou menos obrigatório em função do meu mestrado, e não fiquei animado a postar nada sobre os títulos citados. Nenhuma destas leituras me fez ganhar o dia, e eu fiquei pensando: será que a minha falta de prazer substancial se deve ao fato de terem sido "dever de casa", eu não cresci por completo ainda? Não, não tem tanto a ver com a compulsoriedade das leituras, pois a leitura desta obra de Jorge Luís Borges está prevista para depois de amanhã, também é obrigatória, mas estou adorando lê-la.
Borges dispensa apresentações, eu já venho lendo a sua biografia há algum tempo, mas é o meu primeiro contato com os seus textos. É sensacional. Uma combinação de fantasia, humor inteligente, metafísica apurada, economia adequada de sentenças, absurdos sistematizados e uma imaginação dos diabos. Assim que comecei a sua leitura me dei conta de que se tratava de uma obra que não exige propaganda em seu favor. A qualidade é visível, patente, salta aos olhos, adentra a sua pele, etc.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O Panótico lê aqui e agora (18)
Borges
(Edwin Williamson/2004, ed.bras.2011)
Quer ver o Panoticum empolgado? É só ele ganhar de presente (ou comprar) uma biografia que valha a pena. Nunca li nada de Jorge Luis Borges (1899-1986) o mais importante escritor argentino - ou latinoamericano? - por puro comodismo e preguiça. Não tenho contra ele nenhuma indisposição como tenho contra outros queridos do senso comum literário. Imagino que ele deva merecer os melhores elogios, e o fato de que ele apoiou os milicos de seu país não me faz piscar os olhos mais do que o necessário. A qualidade de um texto literário não é aferida pela correção das atitudes políticas de seu autor. Não sei se deveria ler primeiramente algumas de suas obras para depois encarar esta biografia de seiscentos e cinquenta páginas, prazer à exaustão. Não, a curiosidade não me vai deixar para depois.
Esta biografia levou nove anos para ser escrita e demandou muita pesquisa. Edwin Williamson é professor de Literatura Espanhola na Universidade de Oxford, especialista em Cervantes e em História latinoamericana. Esteve diversas vezes na Argentina e entrevistou todo mundo que poderia dizer algo de relevante sobre o escritor de O Aleph. Nove anos!, e por alguém que já lecionava sobre literatura espanhola há mais de vinte. E outros querem que eu leve a sério estudos feitos à cachopa em dois anos por pessoas que não têm meia dúzia de livros em casa.
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