É comum lermos que as pessoas saem pouco de casa, evitam a socialização, blá, blá, blá.... Terça-feira é um dia bom para ir ao cinema, sem falar que hoje está com cara de que não vai chover. Mas nenhum dos sete filmes em cartaz aqui em Juiz de Fora (Desenrola, Viagens de Gulliver, Narnia, Enrolados, Entrando numa fria..., Incontrolável e De pernas pro ar - Megamente eu já vi) me incentivam a deixar as várias opções de lazer caseiro (cds, filmes, livros, games, internet e tv por assinatura) e encarar uma fila de cinema e as atitudes do público. E aí eu pergunto: vai passar O mágico (L'illusionniste) no Alameda, no Independência ou pelo menos no Palace?
Quem assistiu ao longa animado As bicicletas de Belleville vai se interessar por esta nova produção do diretor Sylvain Chomet. Baseado em um roteiro do humorista Jacques Tati, - a personagem principal é fortemente inspirada no messier Hulot, clássico de Tati dos anos cinquenta - um ilusionista enfrenta a nova realidade televisiva e encontra dificuldades para a sua sobrevivência. Adota uma menina escocesa e ingênua que realmente crê na sua mágica. É o mesmo tom melancólico de Belleville. Se alguém sabe como influenciar as decisões dos proprietários de salas de cinema, por favor, dê-nos uma força. É uma produção que vale mais a pena na tela de cinema do que na tv (no pc, então, nem se fala).






