Juiz de Fora

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

My best loved 1973 rock albums (8)



Estou sem tempo, cabeça e organização para resenhar estas séries. Os meus vinis estão fora do lugar. Fica aqui registrada a minha preferência, quando der, eu reedito tudo.

sábado, 1 de junho de 2013

My best loved 1973 rock albums (6)

The dark side of the moon
(Pink Floyd)


quarta-feira, 1 de maio de 2013

My best loved 1973 rock albums (5)



Tubular Bells
(Mike Oldfield)


Em 1973 um filme e uma trilha sonora tiveram grande impacto: O Exorcista (censurado ou mutilado no Brasil pelo governo Médici). Durante os créditos tocava o ínício de Tubular Bells, obra do multinstrumentista (mas principalmente guitarrista) inglês Mike Oldfield, então com dezoito anos. Não pude ver o filme na época e somente conheci o disco no final de 1978 na casa de um amigo mais velho. Achei muito diferente a capa e pedi para ouvir.


Os acordes iniciais são fantásticos e colam na mente de qualquer garoto fã de progressivo. Toda o conceito ao redor, idem. Um álbum totalmente instrumental, cujo compositor é capaz de tocar virtuosamente a guitarra e diversos outros instrumentos, virei fã rapidamente de Mike Oldfield. E fazer isto com dezoito anos, então? Os meus colegas da mesma idade, na maioria, eram uns idiotas. Por volta desta época conheci todos os outros discos de Mike Oldfield, e gostei particularmente de Ommadawn (1974), Hergest Ridge (1975), e Incantations, (1979) já resenhados ao longo do meu blog. Eu associava a música dele com as montanhas e lugares idílicos. Em uma entrevista de 1983 o guitarrista afirmou que o seu maior sonho era ir para algum lugar de Gales e ficar meio isolado. É bem por aí.

Mike Oldfield ainda fez bons trabalhos no início dos oitenta, mas a qualidade foi caindo à medida que passou a incluir mais e mais canções. Depois disto, passou a relançar continuações de Tubular Bells, seu maior sucesso que vendeu mais de vinte milhões de vinis. Ouvi Tubular Bells II e III e parei por aí. São bons, não são apelativos. Como muitos outros músicos que vivem do passado, tudo muito que ele venha a compor novamente algo deste nível algum dia. 

Mas você pode ouvir tudo o que ele fez entre 1973-83 sem medo.





segunda-feira, 1 de abril de 2013

My best loved 1973 rock albums (4)




Brain Salad Surgery
(Emerson, Lake & Palmer)



Conheci o trio inglês Emerson, Lake & Palmer lá pelos idos de 1976 em um saudoso programa dos sábados à tarde da tv Globo que exibia muita coisa boa dos anos setenta, e é uma pena que eu era muito criança para compreender o que se passava. Na minha mente ficou a imagem de três caminhões dos músicos, com os respectivos nomes, levando os instrumentos pelas estradas dos EUA.

Quando comecei a ouvir progressivo, dois anos depois, o ELP era um grupo na minha mira. Fui ouvindo-o gradativamente, não gostava tanto quanto eu amava Genesis, Yes e King Crimson, pois o som do trio me parecia meio voltado para o grande público, um pouco estereotipado.

Ouvi Brain Salad Surgery no final de 1981, e a primeira faixa, Jerusalem, me pareceu muito careta,  -embora muito bonita -, algo que não combinava com a capa de H.R.Giger, o criador de Alien. A segunda faixa, no entanto, Toccata, era mais uma brilhante interpretação de clássicos pela banda. Daí em diante o disco é quase tudo o que um fã de progressivo quer: músicos competentes tocando muito, mas com harmonia, sentido, contextualização, ambientação, evolução, etc., não é só tocar por tocar, não é apenas fazer solos indefinidos.

Keith Emerson (teclados) era o dono do grupo. O cantor e baixista Greg Lake, a cara comercial da banda, do tipo que fazia as moças comprarem o disco da banda e somente ouvir as baladinhas, como a terceira faixa, Still...you turn me on. E o batera Carl Palmer estava lá porque banda precisava de bateria, ora bolas. Guitarrista? Jimi Hendrix quis tocar com o grupo e Keith Emerson said: no, no, no...

Benny the Bouncer é uma bobeirinha que me fazia duvidar (muito) da seriedade do grupo e depois vem Karn 9, uma suíte de trinta minutos, do tipo ame o progressivo ou o deteste.

Brain Salad Surgery é o quinto, o melhor, e o último disco bom do Emerson, Lake & Palmer.


sexta-feira, 1 de março de 2013

My best loved 1973 rock albums (3)




Tales from Topographic Oceans
(Yes)






Tales from Topographic Oceans é o sexto álbum de estúdio do grupo inglês de rock progressivo Yes. É um álbum duplo com quatro faixas de cerca de vinte minutos. É a sua criação mais polêmica, mas eu nunca tive dúvidas sobre a excelência desta obra. Idealizado pelo vocalista Jon Anderson e pelo guitarrista virtuose Steve Howe, baseia-se na obra autobiográfica de um yogi hindu. Não sei quem é esse yogi e nunca dei muita pelota para isto. Ouvi-o pela primeira na casa de um amigo em São José de Campos, na única vez que fui à São Paulo, há trinta anos atrás.




A edição nacional tinha gravação pobre e ilustrações a preto-e-branco, mas a capa de Roger Dean, as letras de Anderson e Howe e os minutos iniciais de The reveiling science of God me deixaram com a rápida e depois permanente impressão de que se tratava do disco em que a banda mais investiu na sua visão de mundo, a mais espiritualista e hippie das bandas de rock progressivo de que gostei.




As segunda e terceira faixas do álbum, The remenbering e The ancient são claramente uma prova de que os artistas dispunham de um elevado nível de autonomia para lançar discos, pois elas não possuem qualquer atrativo popular visível, e mesmo muitos fãs de progressivo e da banda não as colocam entre as suas preferidas.





Mas a última, The ritual, foi um hit certo para os fãs do grupo, o refrão Nous sommes du soleil é bem conhecido (e reconhecido). O tecladista Rick Wakeman ficou meio de fora neste projeto, embora bem em destaque no resultado, impensável sem o seu talento como tecladista, e resolveu pular fora do grupo para iniciar a sua muito bem sucedida carreira solo por um biênio.





Acho que é um disco difícil para a maioria das pessoas. Durante anos eu tive o hábito de ouvir apenas a primeira e a última faixa. Hoje, não. Quanto às letras, já as li algumas vezes, mas o forte do rock para mim são as melodias. O trecho de "getting over overhanging trees" sempre me empolga e tenho com ele forte relação afetiva.













sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

My best loved 1973 rock albums (2)





Larks' tongues in aspic
(King Crimson)




"The ultimate failure of this, King Crimson's sixth album, lies in its acceptance of compromise. While the desire to soften the edges of experiment can draw in a wider section of the mass audience, it can never bring  the kind of rewards I believe Robert Fripp is looking for. The above, and everything that follows, is of course relative. At his very worst, Fripp could never descend to the kind of banalities we've heard lately from, say, the Moody Blues or Tempest. But he's aiming high, and must be judged accordingly. Anyone who's seen the current King Crimson in concert will know that's a magical band, capable of bringing off the most daring musical coups wich a panache unequalled on this side of the Atlantic, but when it come to make this album, I fear they lost some of their collective nerve." (Melody Maker, 31/03/1973, in: The essential King Crimson, p.23)



Da esquerda para a direita: John Wetton (voz e baixo), Bill Bruford (bateria e percussão, de macacão do Boston Bruins), David Cross (violino, à esquerda de Bruford) e o guitarrista e "dono" da banda, Robert Fripp.



"O fracasso final disto, o sexto álbum de King Crimson, fica na sua aceitação de um compromisso. Embora o desejo de suavizar as bordas de experiência possa alcançar uma parcela mais ampla da audiência de massa, nunca poderá trazer o tipo de recompensa que eu acredito que Robert Fripp está procurando. A descrição acima, e tudo que se segue, é relativo, obviamente. No seu pior, Fripp nunca poderia descer para o tipo de banalidades que temos ouvido ultimamente de, digamos, de Moody Blues ou do Tempest. Mas ele está pensando alto, e deve ser julgado de acordo. Qualquer um que tenha visto o atual King Crimson em concerto vai saber que é uma banda mágica, capaz de  chegar a um nível inigualável deste lado do Atlântico, mas com este álbum eu temo que a banda perdeu o seu "nervo" coletivo."




Conforme já contei em outro post, conheci o King Crimson de sopetão, no final de '81, e Larks' tongues in aspic foi o disco de que mais gostei. Um amigo chegou a afirmar solenemente para mim e outras pessoas que o King Crimson seria a maior banda do mundo. Achei passional, mas sem dúvida, após Genesis e Yes, foi a banda de rock progressivo de que mais gostei. Com este disco, o quinto (e não o sexto) álbum da banda, creio que o King Crimson adquiriu a sua melhor formação e o seu melhor estilo, aquilo que lhe deu uma cara, uma alma, uma personalidade. Com Robert Fripp na guitarra e no comando, o baixista e cantor John Wetton, o ex-Yes baterista Bill Bruford, o violinista David Cross, e somente neste lp o percussionista viajandão Jamie Muir, Larks' tongues in aspic é um disco a que posso ouvir a qualquer momento, e com exceção de Easy Money ainda gosto de todas as faixas. 


As muitas formações dos músicos do King Crimson


 O percussionista Jamie Muir, que apenas tocou neste álbum.


 John Wetton, uma voz mediana e o ícone da batera Bill Bruford.


Wetton, Bruford e Fripp, o trio final da primeira fase do King Crimson (1969-74)


Sem dúvida alguma, aqui reside o maior clássico da banda, Larks' tongues in Aspic II, uma faixa que além de brilhantemente pegajosa, é uma síntese da instrumentalidade progressiva, consegue combinar música contemplativa com vibração, orquestralidade, emoção, etc. Por ser uma banda um pouco mais pesada que Genesis e Yes, o King Crimson consegue, às vezes, expandir para outros públicos menos afeitos ao progressivo. 



Assim como os demais grupos de progressivo, o King Crimson foi frontalmente atacado pela imprensa, sem dó e nem piedade, dos EUA. Esta publicação acima - que acompanha uma caixa com quatro cds lançada em 1991 - contém todas as matérias publicadas sobre a banda entre 1968-91 na imprensa estadunidense e britânica. Invariavelmente, todas as opiniões da terra do Tio Sam são hostis ao King Crimson. A imprensa britânica é menos sistemática, mas adota um ponto de vista condescendente para com a galera de Robert Fripp. Felizmente, o público se orienta, mas não se subordina, a tudo que a crítica especializada diz.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

My best loved 1973 rock albums (1)





Selling England by the pound
(Genesis)



Genesis em sua formação clássica (1971-4): Peter Gabriel (cantor e alma filosófica da banda), Tony Banks (tecladista e alma musical da banda), Phil Collins (baterista e alma pragmática da banda), Mike Rutherford (baixista e alma trabalhadora da banda), e Steve Hackett (guitarrista e alma romântica da banda)




Mike Rutherford e Tony Banks costumavam compor com violões de doze cordas. Steve Hackett sempre tocava ao vivo sentado, e usava óculos e barba porque "queria parecer que tinha quarenta anos, ser respeitado como um cara  mais velho". Phil Collins ganhou a vaga de baterista assim que tocou pela primeira vez na banda. Independentemente do que fez como cantor nos anos oitenta, é indiscutível que Phil Collins é um músico talentoso.



No início de 1979 a banda pela qual eu estava mais interessado era o Kraftwerk. Mas o Genesis ia crescendo no meu coração e na minha mente a olhos vistos. Após ter ouvido ... and then there were three (1978) e A trick of the tail (1976) (dois discos com o baterista Phil Collins à frente da banda) eu fui ouvir e me apaixonar por Trespass (1970) (já resenhado aqui) e este Selling England by the pound (lançado em outubro de 1973), todos dois da fase áurea da banda com o genial Peter Gabriel no comando.




A primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa e o título, que me evocavam imagens de uma obra com temática (algo característico do rock progressivo), e que iria debruçar-se sobre a cultura e a sociedade britânica. O vinil (lançado no Brasil em meados de 1974) era de meu vizinho e e eu tive o prazo exíguo de uma semana para ouvi-lo tudo o que podia. Foi uma pena que o meu inglês de oitava série de escola pública era largamente insuficiente para traduzir as letras. Em compensação, as melodias eram mais do que eloquentes. Selling England by the pound é o disco preferido da maioria dos fãs do Genesis, em pesquisas várias vezes levantadas. Vamos a ele.


A banda em Nova York (dezembro de 1972) 



Phil Collins: "I remember Selling England by the pound being a very bright period of work. We wrote a lot of it in a little house of Chessington: a friend  of ours knew somebody who had this rambling house and we moved in and took over the living room for a while." (p.141)

(Lembro-me de Selling England by the pound ter sido uma época muito brilhante de trabalho. Nós compomos bastante do disco, em uma pequena casa de Chessington: um amigo nosso conheceu alguém que tinha uma casa afastada e nos mudamos  e utilizamos a sua sala por um tempo.)




Peter Gabriel: "I was very keen to try and focus our Englishness because American music at the time was the critics' darling and I thought it would be nice to respond with something  of our own.  Although we did have our American influences  there were many English and European elements. The idea was  to see how parts of and older Britain had been absorbed and taken  on new life  within a modern  world; The battle of Epping Forest, for example, tried to graft an English gangland scene to a slightly Hogarthian landscape. (p.144)

(Eu estava muito interessado em tentar concentrar em nossa britanicidade porque a música americana na época era a queridinha dos críticos e eu pensei que seria bom responder com algo nosso. Embora tenhamos as nossas influências americanas havia muitos elementos ingleses e europeus. A idéia era ver como o passado inglês havia sido absorvidos e levado em a uma nova vida dentro de um mundo moderno, "A batalha de Epping Forest", por exemplo, tentou um levar um cenário inglês gangland (?) a uma paisagem um pouco hogarthiana.)




Steve Hackett: "I still wasn't much of a writer and the more I worried about it the less the writing came easily to me. The worst thing about writer's block is worrying about it. By the time of Selling England by the pound, though, my approach was just to come up with guitar riffs, not whole tunes but riffs, and see if we could find a way to use them, never mind whole façades of buildings, come up with a few good bricks, the odd window, the old good bit of  pointing. But my confidence was at a low ebb. I felt that the others were so much more accomplished than me in terms of writing. I always expected someone was going to put a line throught it: 'Must  try harder. Must come with proper verse and chorus'. It was probably a product of the overbearing English school system: 'Knock them down and they'll get a very pleasant surprise by the time the exams come round'. But then chaps like me need encouragement. I need to be told that I'm better than I am. Flattery goes a long way with me. (p.144)

("Eu ainda não era propriamente um compositor e quanto mais eu me preocupava com isto, mais eu sentia dificuldades em compor. A pior coisa sobre o bloqueio de escrita é se preocupar com isso. Até a época de Selling England by the pound, porém, a minha abordagem foi apenas para chegar com riffs de guitarra, não melodias completas, mas riffs, e ver se podemos encontrar uma maneira de usá-los, não havia prédios inteiros, apenas boas fachadas ou bons tijolos. Mas minha confiança estava em baixa. Senti que os outros eram muito mais talentosos do que eu em termos de escrita. Eu sempre esperei que alguém ia colocar uma linha através disso: "Deve se esforçar mais. Tente versos e refrão adequados". Fui provavelmente um produto do sistema de ensino autoritário inglês: 'Derrube-os e eles responderão à altura na época dos exames". Mas caras como eu precisam de incentivo. É preciso que me digam que eu sou melhor do que eu sou. Bajulação funciona comigo")


 Peter Gabriel em Supper's Ready (1973) e In the cage (1974)

Tony Banks: "For Selling England we are slightly out of ideas. What we found is that we have three or four pieces we were playing all the time because we didn't have that many things to do. One of those songs became 'The battle of Epping Forest', which probably ended up having too much in it, because we were adding new bits on a daily basis. And the other one we played every day was 'I know what I like'. Steve had played this riif a lot of sound checks and I would play some chords, and we would improvise: it was such a good riff. During one improvisation I started playing this line on the fuzz piano with the chords changing underneath it and we have our chorus. Peter sang along on top of it and he and Phil got together a melody line for the verses. We didn't over-develop the song, and I like its simplicity, and thought that could have been quite a big hit, but the lyric was a little strange; it wasn't your average 'boy meets girl' lyric, but we weren't that interested in hits so we weren't worried one way or the other. That said, when we did release it as a single the following year, it did pretty well and there was a chance for us to be on Top of the Pops. We turned down. There were a few more quirky people appearing on Top of the Pops at the time, like Fairport Convention. But it didn't suit us, and so we didn't appear, which I think was right." (p.145)

(Para o Selling England, não tínhamos muitas ideias. Nós tínhamos três ou quatro canções que tocávamos o tempo todo porque não tínhamos muitas coisas a fazer. Uma dessas canções veio a ser The battle of Epping Forest, o que provavelmente acabou sendo muito extensa, porque estávamos acrescentando novos elementos frequentemente. E outra que tocávamos todo dia foi I know what I like. Steve tocava este riff em muitas passagens de som e eu acrescentaria alguns acordes, e gostaríamos de improvisar: era realmente um bom riff. Durante uma improvisação eu acrescentei uma nova linha no piano com os acordes mudando debaixo dela e chegamos ao nosso refrão. Peter cantou sobre ele e ele e Phil criaram uma linha de melodia para os versos. Nós não extendemos demais a música, e eu gosto de sua simplicidade, e pensei que poderia ter sido um grande sucesso, mas a letra era um pouco estranha, não era a típica canção de amor, mas não estávamos tão interessado em hits de modo que não estávamos preocupados com isso. Dito isto, quando foi lançada como compacto no ano seguinte, ela foi muito bem sucedida e foi uma chance para nós nos apresentarmos no Top of the Pops. Nós recusamos. Havia bandas mais peculiares do que nós  aparecendo no Top of the Pops, naquela época, como a Fairport Convention. Mas isso não nos convinha, e decidimos não nos apresentar no programa, e eu penso que foi a decisão certa.)


 O show com centenas de slides de The lamb lies down on Broadway



"Can you tell me where my country lies? 
Said the unifaun to his true loves eyes.
It lies with me! cried the queen of maybe
- for her merchandise, he traded in his prize.

Paper late! cried a voice in the crowd.
Old man dies! the note he left was signed old father thames
- it seems he's drowned;
Selling england by the pound.

Citizens of hope & glory,
Time goes by - it's the time of your life.
Easy now, sit you down.
Chewing through your wimpey dreams,
They eat without a sound;
Digesting england by the pound."




Você pode me dizer onde está o meu país?
Disse o unifaun aos seus verdadeiros e amorosos olhos.
Ele fica comigo! exclamou a rainha do talvez
- por sua mercadoria, ele trocou seu prêmio.

Jornal vespertino! gritou uma voz na multidão.
Velho morre! com ele havia um bilhete no rio Tâmisa
- Parece que ele se afogou;
Vendendo a Inglaterra por quilo.

Cidadãos de esperança e glória,
O tempo passa - é o tempo de sua vida.
Fácil agora, sente-se.
Mastigando através de seus sonhos Wimpey,
Eles comem em silêncio
Digerindo a Inglaterra por quilo.


Peter Gabriel inicia estes versos à capella, e a primeira sensação de que tive ao ouvi-la foi de que a banda iria contar uma estória. É uma lição básica: o rock progressivo não estava voltado para a dança ou diversão fugaz, é música para se concentrar. Ainda que a calmaria inicial possa provocar uma certa ansiedade, Dancing with the moonlit knight é um épico, do tipo que diz ao ouvinte a que a banda veio.





"It's one o'clock and time for lunch,
When the sun beats down and i lie on the bench
I can always hear them talk.

There's always been ethel:
"jacob, wake up! you've got to tidy your room now."
And then mister lewis:
"isn't it time that he was out on his own?"
Over the garden wall, two little lovebirds - cuckoo to you!
Keep them mowing blades sharp...

I know what i like, and i like what i know;
Getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show."


É uma hora e é hora do almoço,
Quando o sol bate e eu me deito no banco
Posso sempre ouvi-los falar.

Sempre começava com Ethel:
"Jacob, acorda! você tem que arrumar o seu quarto."
E, em seguida, o senhor Lewis:
"Deixe o homem sossegado!"
Ao longo do muro do jardim, dois pombinhos - cuco para você!
Mantenha-os cortando as lâminas afiadas ...

Eu sei o que eu gosto, e eu gosto do que eu sei;
esconder-me em seu guarda-roupa e intensificar o seu show.

I know what I like é a faixa "comercial" do álbum, uma tentativa da banda em atingir um público maior. Por ser um hit, Phil Collins concordou em tocá-la nos shows da banda até os seus últimos concertos (em 2007). Eu gosto bastante, o fato de ser uma faixa mais tradicional não a torna ruim, e ela está em harmonia com o restante do álbum.




"The path is clear
Though no eyes can see
The course laid down long before.
And so with gods and men
The sheep remain inside their pen,
Though many times they've seen the way to leave.

He rides majestic
Past homes of men
Who care not or gaze with joy,
To see reflected there
The trees, the sky, the lily fair,
The scene of death is lying just below."


O caminho é claro
Embora nenhum olho possa vê-lo

O curso previsto muito antes.

E assim, com deuses e homens

As ovelhas permanecem dentro de seu curral,
Embora muitas vezes elas tenham visto o caminho a seguir.

Ele cavalga majestoso
pelas casas dos homens
Que não se importam com prazeres,
Para ver refletido ali
As árvores, o céu, a feira de lírio,
A cena da morte está logo abaixo.



Firth of fifth tem o seu ponto alto no solo de guitarra de Steve Hackett, ao qual foi somado ao de Peter Gabriel com a flauta tranversa, durante as gravações, mas como introdução ao do guitarrista. É a faixa mais respeitada do disco, a preferida dos fãs e é uma canção que ganha aqueles que não são fãs de progressivo em geral ou do Genesis em particular.






"Along the forest road, there's hundreds of cars - luxury cars.
Each has got it's load of convertible bars, cutlery cars - superscars!
For today is the day when they sort it out, sort it out,
Cos they disagree on a gangland boundary.
They disagree on a gangland boundary.

There's willy wright and his boys -
One helluva noise, that's billys boys!
With fully-fashioned mugs, that's little johns thugs,
The barking slugs - supersmugs!
For today is the day when they sort it out, sort it out,
Yes these christian soldiers fight to protect the poor.
East end heroes got to score in..."


Ao longo da via da floresta, há centenas de carros - carros de luxo.
Cada um tem muitos carros conversíveis, supercarros!
Hoje é o dia em que isto será resolvido
Porque eles discordam sobre o limite do seu território;

Eles discordam sobre o limite do seu território;


Há Willy Wright e seus meninos -
Um barulho infernal, são os caras do Billy!
Eles estão na moda
As lesmas latindo - supersmugs!
Hoje tudo será resolvido
Sim, estes soldados cristãos lutam para proteger os pobres.
Os heróis do East End vão aprontar...

The battle of Epping Forest durante muitos anos foi a minha faixa predileta do álbum. O Genesis era famoso por ter letras inacessíveis, assim como as do Yes, e eu nem tentei traduzir com o meu precário inglês os mais de cento e trinta versos. O tom marcial e o título combinados à temática do disco me levaram a acreditar que se tratava de uma crítica e/ou sátira ao imperialismo britânico, ou, muito mais remotamente, à alguma batalha medieval. Na verdade, Epping Forest é um subúrbio bem afastado de Londres (eu quase fui lá) e o tema da canção é uma briga de gangues.





"Home from work our juliet
Clears her morning meal.
She dabs her skin with pretty smells
Concealing to appeal.
I will make my bed,
She said, but turned to go.
Can she be late for her cinema show? 

Romeo locks his basement flat,
And scurries up the stair.
With head held high and floral tie,
A weekend millionaire.
I will make my bed
With her tonight, he cries.
Can he fail armed with his chocolate surprise?"


Trabalhando em casa nossa Julieta
Limpa a refeição da manhã.
Ela enxuga sua pele que cheira bem
evitando apelar.
Vou fazer a minha cama,
Ela disse, mas mudou de ideia
Ainda há tempo para o cinema?


Romeo tranca o seu apartamento,

e sobe as escadas apressado.
Com cabeça erguida e de gravata floral,
Um milionário de fim de semana.
Vou fazer a minha cama
Com ela esta noite, ele chora.
Ele pode falhar levando uma caixa de chocolate como presente? .


The cinema show também foi uma constante nos concertos da banda. Particularmente foi uma música que perdeu boa parte da atração para mim, com exceção das partes em que Tony Banks toma a frente, o que é sempre uma maravilha.




Há três faixas no álbum que não eram regularmente tocadas em show: After the ordeal, um instrumental muito bonito, More fool me, uma babinha com Phil Collins no vocal principal, um prenúncio do que viria, mesmo, dez anos depois, e Aisle of Plenty, que fecha bem o álbum com uma faixa meio incomum para o Genesis, algo meio disperso, mas muito boa.




Eu procurei o meu vinil para fotografá-lo e não o encontrei. Devo ter me desfeito dele na década de oitenta para trocar por cds importados. Este cd eu adquiri assim que foi lançado no Brasil, em 1991. Na década passada todos os cds do Genesis foram relançados remasterizados e com belos encartes. Na época que me desfiz do meu vinil adquirido em 1980 eu pensava: mais tarde eu compro outro disco. Ainda bem que eu me desfiz de poucos vinis. Quando eu retornar à Europa vou readquiri-lo nos novos vinis.

























Fonte: DODD, Philip. Genesis, chapter and verse. New York: Thomas Dunne Books, 2007. 360p. P.134-61.