Amores brutos
(2000)
Na periferia da capital mexicana um jovem desempregado (Gael García Bernal) possui um cão, é apaixonado pela cunhada, uma adolescente mãe de um bebê, e seu irmão é caixa de supermercado durante o dia e assaltante à noite. O protagonista coloca o cão em lutas até a morte com o objetivo de fugir com a amada. Paralelamente um mendigo vagueia pelas ruas da cidade na companhia de seus cães e comete um homicídio mediante paga. Uma modelo fútil é amante de um editor de revista e tem um namorado galã de tv apenas para consumo do público. As estórias dos três protagonistas vão se cruzar.
Pouco depois de começar a ver este filme pensei: "está me lembrando muito Babel". Dããããã, é do mesmo diretor, o mexicano Iñárritu, é o seu primeiro longa, e Babel é uma conclusão de sua temática.. É um filme que tem muito a ver com a escola sociológica que caracteriza o cinema latino-americano, mas brilha mais pela autenticidade das personagens e situações do que por te querer fazer sentir culpa e passar a militar em movimentos de esquerda. Apesar de ser uma película de apenas duas horas e meia o filme possui uma densidade de roteiro de um longa de muitas horas. Daria tranquilamente uma boa minissérie. É curioso que eu não tenha assistido este filme até hoje. Destaca-se aqui a atuação de García Bernal, em seu segundo longa.



