Juiz de Fora

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Panótico vê aqui e agora (57)


Hung
(2.ª temporada/2010)




Na segunda temporada de Hung o protagonista Ray Drecker (Thomas Jane) continua tentando reconstruir sua casa e dar um melhor padrão de vida para os filhos, simultaneamente em que tem que lidar com suas duas agentes: a perdedora Tanya (Jane Adams) e a vampira Lenore (Rebecca Creskoff). A primeira é de confiança mas um tanto desastrada, a segunda sabe faturar mas não dá para comprar um carro (zero) das mãos dela. O conflito entre interesses e princípios, entre amor romântico e amor carnal continua sendo o mote. A série dá os primeiros sinais de que não vai tornar o quarentão um herói familiar em função de suas atividades mercantis: há uma cena em que Tanya afirma: "Nós não somos boas pessoas, somos criminosos" (lá nos EUA, porque aqui no Brasil a prostituição não é crime, mas apenas a sua exploração: rufianismo, art.230 do Código Penal, pena: reclusão de 1 a 4 anos, e multa). Mas até lá nós vamos continuar torcendo para que o cara se dê bem. Com dez episódios de vinte minutos, matei a segunda temporada em uma tarde. Que venha a terceira.





terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Panótico vê aqui e agora (54)



Hung
(1.ª temporada/ 2009)

Ray Drecker é um treinador de basquete e professor de História (!?) de uma escola privada em Detroit. Com a crise de 2008/9 a entidade mantenedora do estabelecimento de ensino anda fazendo cortes em várias disciplinas, inclusive demitindo professores. Ray é divorciado, possui um casal de adolescentes gêmeos, acusa a ex-esposa de tê-lo abandonado para casar por interesse com um cirurgião rico, e mora (mal) na velha casa herdada dos pais.



A casa, por desleixo de Ray, pega fogo, e o mané esqueceu de pagar em dia o seguro. Desesperado por dinheiro, Ray passa a fazer programas, com assessoria de uma insegura colega professora de Literatura e de uma pragmática personal stylist. Esta série vem ganhando credibilidade de público e crítica. Arranha, mas sem perfurar, o moralismo padrão da classe média. É feminista, mas não demoniza os homens. Fala com franqueza das expectativas das mulheres, mas não é chata como a Regina Duarte (Malu Mulher). E a gente fica torcendo para o cara conseguir mais clientes e poder dar o carro que prometeu para os filhotes. Bom para assistir em casais. Produção da HBO.