Django Livre
(2013)
Em algum lugar do Texas, 1858. Dois traficantes de escravos conduzem pelo deserto algumas "peças" para serem vendidas. Um dentista alemão (Christoph Waltz) os encontra no meio do nada em plena noite à procura de um escravo específico (Jamie Foxx), e lhe pergunta se este é capaz de encontrar três irmãos fugitivos. O escravo diz que sim, o dentista apronta uma quizumba e liberta a ele e aos outros escravos.
O dentista Schultz na verdade é um "desperado", um caçador de recompensas, a serviço do Poder Judiciário de alguns estados sulistas e do Oeste. Django é o escravo adquirido por Schultz para encontrar três sentenciados. Schultz lhe promete a alforria se for bem sucedido.
Adorei o filme. Não bastasse as atuações sensacionais do brilhante Christoph Waltz, de Leonardo di Caprio e particularmente de Samuel Jackson como um escravo subserviente, o filme toma emprestado diversas características do cinema de faroeste italiano de outrora.
Gostaria de frisar também que Django Livre é o filme que mais deixa em evidência o absurdo da instituição da escravidão, em um nível de dessensibilização que jamais vi em qualquer outro filme sobre o tema. O contraste entre uma sociedade francófona e com requintes do Romantismo com a luta de escravos até a morte para puro deleite de aristocratas sulistas é por demais gritante. Django Livre é filme para fazer você vibrar na sua poltrona.
Vida longa a Quentin Tarantino.
P.S. Por razões que eu não posso aceitar, algum ser que deve comer bosta de boi resolveu dublar este filme e mandá-lo para Juiz de Fora. É, meus leitores intergalácticos, é dura a vida de cinéfilos interioranos, já imaginou este que vos escreve ter que perder as falas originais de Waltz, Di Caprio e Samuel Jackson por que alguns entendem que o público têm preguiça de ler?!




