Juiz de Fora

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Made in USA (V)

Big Science
(Laurie Anderson, 1981)



Eu levei Laurie Anderson tão a sério quanto Nina Hagen. Big Science, tal como Nunsexmonkrock, foi lançamento de impacto em 1982, e dividia opiniões, embora enquanto Nina Hagen era considerada exagerada, Laurie Anderson era mais estigmatizada como cerebral. Este disco é uma síntese vendável de um show de quatro horas que ela apresentava: United States.




Assisti-a em 1989, no Canecão, em Botafogo, um bom show, mas sem muito impacto. Ela improvisou de apresentar uma canção em português que me deu nos nervos. Depois disto eu a acompanho à distância. Há algumas semanas atrás ela apareceu no péssimo David Letterman.



Made in USA (IV)

The name of this band is Talking Heads
(1981)




Eu ouvi falar do Talking Heads a primeira vez em uma matéria da revista Veja, em 1982. Dizia que a banda fugia do padrão norteamericano de rock da época: os insuportáveis Foreigner e Air Supply. Liderados por David Byrne, era um pessoal universitário que teriam coisas a dizer. Este álbum duplo ao vivo mostra a evolução da banda entre 1977-81. Gosto de quase tudo, excetuando a chatíssima Take me to the River. Há pelo menos dois grandes álbuns do Talking Heads: Fear of Music (79) e Remain in Light (80), com participação de Robert Fripp, Adrian Belew e Brian Eno, quer mais o quê. Em 1985, com Little Creatures, eles entraram no esquema e perdi o interesse no trabalho deles.







segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Made in USA (III)

The Velvet Underground & Nico
(1967)



Em 1985 e nos anos seguintes virou moda tudo quanto é crítico de música dizer que o melhor grupo dos anos sessenta não foram os Beatles, os Stones, os Doors ou o Floyd, mas o Velvet Underground. Este disco é uma obra-prima e o show anexo, Exploding Plastic Inevitable, criação de Andy Warhol, é uma baita sacada: muito preto e prata metálico no auge da psicodelia.



Eu gosto de quase todas as faixas, minha preferida é All tomorrow parties (com a alemã Nico nos vocais, imposição de Warhol a que Lou Reed engoliu), e o V.U. virou ícone de novaiorquinos descolados e supostamente desolados. Os álbuns seguintes são bons ou até muito ruins. Melhor do que Beatles?!



Made in USA (II)

The Doors
(1967)



The Doors fez um sucesso estrondoso, muito devido ao Jim Morrison, e foi uma típica banda dos anos sessenta, embora não tenha chegado a ser psicodélica, a despeito de ser movida a drogas. Após a morte do cantor, ficou sem rumo. O viajandão tecladista Ray Manzarek remontou o grupo com Ian Astbury do Cult. O maior sucesso do disco, Light my Fire, recebeu um cover de uma cantora brasileira que deveria aparecer na minha seção dedicada aos ruminantes, mas eu conheço a legislação brasileira.



The end é a faixa de introdução de Apocalypse Now, de Coppola. Break on through é uma ótima primeira faixa, e chegou a abrir alguns shows. Há também The unknown soldier, dedicada ao Vietnã. A conduta de Morrison ajudava a promover a banda, e o uso do tema de Édipo nas letras atiçou a repressão. Da minha parte, provocar reações da fundamentalista direita americana, hoje em dia, é puro marketing. Há quarenta anos atrás era puro drama.