Juiz de Fora

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domingo, 24 de junho de 2012

O Panótico ouve aqui e agora (109)

Spinner
(Brian Eno & Jah Wobble/1995)

A minha angústia por não ter o que ouvir é fogo. Eu fico muito desanimado com o que fazem por aí. A MTV não serve para mais nada desde que acabaram com programas como Lado B e Amp, há uns dez anos ou mais. A revista New Music Express bate sempre na mesma tecla. A quase totalidade da juventude está interessada em música noturna. E os artistas, bem, os artistas são cada vez mais inseguros diante do mercado e comportam-se cada vez mais como adolescentes.

Então eu tenho que pesquisar nos meus próprios arquivos, e prestar atenção em obras que adquiri há algum tempo mas me desorganizei delas. Não ficarei aqui escrevendo sobre Brian Eno, já o fiz antes, e, ao contrário de trinta anos atrás, quando o ouvi pela primeira vez, quem está antenado em música de "vanguarda" sabe o fundamento teórico e idiossincrasias do trabalho dele. Jah Wobble foi baixista da Banda PIL, de Johnny Lydon, banda que fez um trabalho melhor do que o dos Sex Pistols. Este Spinner reúne composições de Brian Eno que ele teria utilizado em Blue, filme homenagem a Derek Jarman, que já assisti, mas não resenhei.

Spinner é bem dinâmico, bem envolvente, não chega a ser uma obra ambiental ou generativa de Brian Eno, está algo próximo de um jazz eletrônico. Bom, não dá descrever o que ouvi. Bem legal, não aborrece, anima, diverte, etc., e pode ser ouvido a qualquer tempo. Ah, óbvio, é todo instrumental, com forte presença de sintetizadores e do baixo de Wobble.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Discoteca Básica (16)


Music for Airports
(Brian Eno, 1979)




Eu pretendo criar uma geologia, em cima dela uma geografia, e habitá-la com seres, que eventualmente podem ser humanos.



Mais ou menos com estas palavras que Brian Eno, ex-tecladista do Roxy Music, uma banda que muito influenciou os anos oitenta, anunciava a série Ambients, cujo primeiro volume foi este Airports. Quatro faixas que pouco evoluem, criando uma sensacional ambientação, muito estimulante para ficar ouvindo, um precursor do que mais tarde foi chamado de new age, mas sem a pastelice que caracterizou o gênero.