Juiz de Fora

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sábado, 28 de agosto de 2010

Aqui jazz (VIII)


Time Out
(The Dave Brubeck Quartet, 1959)



Cool jazz de primeira, é um disco muito bem sucedido, levando-se em conta que explora compassos não muito assimiláveis (9/8 ou 6/4, por exemplo) ao ouvido médio, acostumadão aos 4/4 ou 4/2. Pode ouvir sem medo.







quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aqui jazz (VII)


My funny valentine
(Chet Baker, 1954)


Coloquei esta capa aí de cima como poderia ter colocado qualquer outra. Na verdade só tenho coletâneas de Chet Baker, e tal como ocorre com Charlie Parker, por exemplo, é difícil diferenciar um autêntico disco de estúdio com gravações ao vivo e coletâneas (sua discografia inclui cerca de cem obras, e pela excelente biografia que li, ele não era tão produtivo assim).



Chet Baker era trompetista e cantor, um degrau abaixo de Miles Davis (que não o suportava), mas muito mais degraus de sucesso acima, por ser branco, agradar em cheio a mulherada (ele danificou a vida de várias), e fazer um som mais contido e melodioso.



Viciadíssimo em heroína, durante os últimos trinta anos de vida viveu somente para a droga, não demonstrando qualquer sentimento de amizade, amor, compaixão, o que for, por diversas pessoas que o veneravam.









terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aqui jazz (VI)

Focus
(Stan Getz, 1962)




Stan Getz era saxofonista, filiado ao cool jazz, sofreu influência de Béla Bartók e difundiu a bossa nova de João Gilberto e Tom Jobim. O sax tenor conduz toda a obra, acompanhado por uma parcial orquestra.





segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aqui jazz (V)


The Complete Riverside Recordings
(Wes Montgomery, 1959-63)

Wes Montgomery era o guitarrista preferido de Steve Howe, do Yes. Baixei esta coletânea mês passado. Após uma vinte faixas iniciais, é tudo muito bom. Guitarristas de jazz, àquela época, eram raros.



O seu som não faz força para agradar o ouvinte, mas é como um amigo que não te deixa ir embora. Muito constante, valorizando cada nota musical, é o tipo de música que eu gostaria de ouvir em casas noturnas de jazz, coisa que Juiz de Fora não tem (refiro a este jazz, não a fusion, ou blues). 


Se eu ganhasse na Mega-sena (nem jogo), abrira uma e pagaria as pessoas para lá irem.