O IX Colóquio em Literatura Brasileira promovido pelo Mestrado em Literatura do CES-JF está ocorrendo por estes dias, no MAMM (Museu de Arte Moderna Murilo Mendes). É um evento que promove os projetos de pesquisa do corpo discente, o meu incluso. É uma iniciativa de valor que dá publicidade interna e externa para os profissionais e estudantes da área. É uma espécie de controle de qualidade difuso.
O corpo docente do mestrado em Literatura é composto de três doutores e cinco doutoras, e o corpo discente em fase de projeto de pesquisa é composto de dez mestrandos e vinte e três mestrandas, maioria absoluta para o gênero feminino, portanto.
A vertente feminista da literatura sustenta que a opressão masculina é responsável pela história da escrita ter sido dominada pelos homens desde a Grécia Antiga até meados do século XX. Não duvido, tal como ocorreu nas demais profissões. Em uma palavra: nós (homens) teríamos predominado na área por meio de alguma sabotagem social. Mas a questão é: como o (a) leitor (a) poderá observar apenas a escritora Adélia Prado ilustra o caderno deste colóquio. Todos os outros escritores (e compositores) pesquisados pelos trinta e três mestrandas e mestrandos são do gênero masculino. Assim, a menos que, - oh, meu Deus! - eu esteja reproduzindo a tirania testosterônica - parece-me que, a juízo das próprias mulheres, os homens merecem a sua pole position.
A irmã de Shakespeare não tem admiradoras solidárias.