Juiz de Fora

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

New and notable (10)



The living tree
(Jon Anderson & Rick Wakeman, 2010)

Jon Anderson foi cantor do Yes, um dos principais grupos de rock progressivo, juntamente com Rick Wakeman. A fase áurea de ambos há muito se foi. Já há duas boas décadas que ninguém espera algo muito grandioso dos membros do Yes, mas para quem é fã - e em especial neste longo período de baixa do rock - fica sempre a curiosidade de ouvi-los. Jon Anderson anda meio brigado com Chris Squire, dono do Yes, desde que o grupo excursionou à revelia do cantor que se recuperava de grave doença nas cordas vocais. Rick Wakeman lança cds um atrás do outro faturando em cima de suas três obras primas de 1973-5, já resenhadas aqui. Salvo melhor informação é o primeiro cd original da dupla, pois Jon Anderson sempre o preferiu fazê-lo com Vangelis. Vangelis pode não acertar sempre, mas é um dos artistas mais íntegros de que tenho notícia e não produz caça-níqueis. Não consigo levar a sério a cantilena paz e amor  de Jon Anderson, é a cara dele mas também é um filão de mercado.





Esta união é uma forma de punir os demais membros do Yes, mas a dupla tocando clássicos da antiga banda, ao vivo, é tão pastiche quanto duplas de restaurantes. Será que vale a pena manchar o currículo desta forma? E quanto a este living tree? A voz de Jon Anderson continua uma das mais belas da música pop (me é menos cara apenas que a de Liz Fraser, do Cocteau Twins), e Wakeman é virtuose. Eu esperava um pouco mais de emoção, mas talvez este tempo também tenha se esgotado.




quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Discoteca Básica (60)

Olias of Sunhillow
(Jon Anderson, 1976)








Após a saída de Rick Wakeman do Yes, insatisfeito com o álbum duplo Tales from Topographic Oceans, todos os demais integrantes da banda (Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire e Alan White) foram fazer os seus discos solos. Pairava no ar uma crítica de que o vocalista Jon Anderson apenas aproveitava-se do privilégio de sua voz incomum. Jon Anderson, então, com ajuda do tecladista grego Vangelis, escreveu e produziu esta obra-prima, tocando diversos instrumentos.




Olias é um dos líderes de um povo que precisa mudar de lar. Ele pilota o Moorglade, por meio de música. Nesta obra o universo meio místico, meio paz e amor de Jon Anderson encontrou a sua melhor expressão.



Olias parece-me ser o melhor álbum solo dos integrantes do Yes, seguido de pertinho por Fish out of Water, de Chris Squire. Jon Anderson pretende gravar uma continuação. Eu espero que ele não o faça.



Ouvi-o no final de 1981, em vinil nacional, com capa dupla com os encartes completos. No final da década de oitenta adquiri o vinil importado,com melhor gravação e qualidade gráfica. O cd somente é encontrado em versão japonesa, salvo melhor informação, há uns vinte anos. Comprei o meu há uns cinco anos atrás.