Juiz de Fora

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Discoteca Básica Eurocentrista (XXXVII)

Psychocandy
(The Jesus & Mary Chain,1986)


Esta banda realmente me impressionou, e fiquei um bom tempo em dúvida se ela me agradou ou não. Faixas de três minutos, com distorções absurdas, a guitarra chegando próxima ao som de uma motoserra, mais estridente do que tudo que o punk ou o heavy metal havia feito, até então. Mas não havia dúvida quanto a algo: Psychocandy já nasceu um dos clássicos do rock.




Discoteca Básica Eurocentrista (XXXVI)

Closer
(Joy Division, 1980)



Em setembro de 1985 fui a BH assistir ao show de Nina Hagen, pela segunda vez, fiquei lá alguns dias e dei um pulo na Câmbio Negro, uma loja de discos para roqueiros. Alguns meses antes li uma matéria de Pepe Escobar, na Bizz, falando sobre o Joy Division e sua sequência, o New Order. Fiquei vivamente interessado e uma capa como esta desperta a curiosidade. O Joy Division passou a ser uma de minhas bandas prediletas. A sonoridade era marcante, boas letras, temas que interessam aos jovens que não acreditam que todo mundo está feliz. Conhecer a música de alguém que já se foi não é nenhum problema, pois aquilo que é significativo pode perdurar por muito tempo.





Discoteca Básica Eurocentrista (XXXV)

Love
(The Cult, 1986)



Já fazia quase um ano que todo mês eu lia os insultos e bobagens que a Bizz publicava sobre minhas bandas prediletas, e eu tinha que aguentar porque não havia outra fonte de informação em mãos. Mas não é que a vingança é doce? A revista, que tanto malhava os setenta, teve que se render ao The Cult, um rockão bem revival, um disco cem por cento sensacional, talvez o melhor lançamento daquele ano.







Discoteca Básica Eurocentrista (XXXIV)

Prologue/Ashes are burning
(Renaissance, 1972/74)



Ouvi estes dois álbuns na casa de um vizinho grande amigo da adolescência, em 1979. Morávamos em frente a uma praça e passar as tardes ouvindo música com amigos é um dos grandes eventos de quem é jovem. A voz de Annie Haslam é incomum, e os demais membros da banda tocavam muito bem. Os discos posteriores da banda eu não gostei. Annie Haslam já veio cantar solo, aqui em JF, pelo menos duas vezes. Mas eu gosto de bandas. Não fui ver.






Discoteca Básica Eurocentrista (XXXIII)


In the court of the Crimson King
(King Crimson, 1969)




O King Crimson foi um dos poucos grupos de progressivo que começaram com um grande álbum. A excelência da banda, e particularmente a guitarra de Robert Fripp, além da voz de Greg Lake, futuro Emerson, Lake & Palmer, ganharam fãs logo de imediato e este álbum chegou aos primeiros lugares das paradas britânicas. As canções tratam de temas adultos, como a guerra e a morte, e a única faixa leve do disco, I talk to the wind, embora possível de ser tocada até em rádios não chega a ser uma balada qualquer.