Juiz de Fora

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Diálogos (V)

Há cerca de trinta anos atrás, dois grafites em um muro em algum lugar de Nova York:

- My mother made me a homosexual

- If I give her the wool would she make me one too?




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diálogos (IV)






-Você parece um destes caras que a gente encontra por aí, voltando do trabalho, sentado no ônibus ou no metrô...
- Este é o seu mundo, Dave, eu apenas vivo nele.

(Anti-herói americano, 2003)

Harvey Pekar e David Letterman



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Diálogos (III)


Carpe diem


- Majestade, o senhor está com os dias contados, disse o médico
- Como se já não estivesse desde o dia em que nasci, respondeu o imperador.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Diálogos (II)


Stálin e Tito




Ióssif Vissarianóvitch estava muito bravo com Josip Broz Tito, ditador da Iugoslávia e pai do Laibach, porque o segundo, tendo feito uma revolução por conta própria, não aceitava as "orientações" do Guia Genial de Todos os Povos e Maior Homem de Ciência de Nossos Tempos.




Menino mimado, filho único de mãe hiper-protetora casada com pai alcoólatra e ausente, uma combinação muito fecunda em gerar monstrinhos, o ditador, não satisfeito em já ter dizimado uns bons cinco ou seis milhões de soviéticos àquela altura (1950), pretendia dar cabo da vida do colega sérvio:


"Cinco cartas reveladoras foram supostamente encontradas sob uma folha de papel na escrivaninha de Stálin, contou Khruchióv a Sniegov, que só conseguiu lembrar de três delas para o historiador Roy Medviedev. A primeira era a carta de Lênin de 1923 exigindo que Stálin se desculpasse pela grosseria com sua esposa Krupskaia. A segunda era o último apelo de Bukhárin: "Koba, por que você precisa que eu morra?" A terceira era de Tito, em 1950. Consta que dizia: "Pare de mandar assassinos para me matar (...) Se isso não parar, enviarei um homem a Moscou e não haverá necessidade de mandar ninguém mais"

(Cf. MONTEFIORE, Simon Sebag. Stálin. A corte do czar vermelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. P.716)



Funcionou.








Diálogos (I)





Einstein on the beach





Albert Einstein, quando esteve no Brasil, foi ciceroneado pelo escritor Austregésilo de Athayde. Reproduzo este diálogo entre os dois, físico e futuro imortal, pelo passeio de Copacabana,  tanto quanto me recordo, ao lê-lo em Folclore Político, de Sebastião Nery, 1978:




A.A: O senhor é tão inteligente, por que não faz como eu?

A.E.: O que o senhor faz?

A.A: Trago sempre comigo uma cadernetinha para poder anotar e não perder nenhuma de minhas ideias.

A.E: Ah, mas eu não preciso disto, não senhor. Até hoje só tive uma ideia: a teoria da relatividade.


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Pelos seguintes trinta anos Einstein dedicou-se a um tema intrigante e primordial da física, para o qual não encontrou solução, e sentia-se, ao que consta, frustrado e apagado, comparativamente aos anos de juventude. Mesmo assim, a História o eternizou como Cientista-Mor.





Assim, se você está adiando o seu necessário mestrado e/ou doutorado intimidado pelas temíveis hipóteses explicativas globais, não desanime. 




Você está em ótima companhia.