Juiz de Fora

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sábado, 1 de junho de 2013

terça-feira, 1 de maio de 2012

My best loved 1982 rock albums (5)



Nunsexmonkrock
(Nina Hagen)

Nina Hagen apareceu para mim do nada, instantaneamente, com o lançamento nacional de Nunsexmonkrock, nos idos de 1982. Foi de um grande impacto, e apesar do visual extremado, eu gostei de cara, porque havia muito o que ouvir. De baixo de algo caricatural, havia uma boa banda e uma senhora cantora, fazendo o rock da sacerdotisa sexy.



Ao contrário do que consta no Wikipedia, este é o terceiro disco de Nina Hagen. Os anteriores são o primoroso Nina Hagen Band (é titulo, de 1979) e o razoável Unbenhagen (1981). Antiworld já vem avisando que a dissidente da ex-Alemanha Oriental está pronta para dar o recado. Quem não gostou da gritaria parou por aí, e foi divertido ver a reação das pessoas ouvindo pela primeira vez o disco. Smack Jack  é a faixa pop do álbum, tocou razoavelmente nas tvs e radios fm, mesmo no Brasil. Taitschi-Tarot, uma caricatura nipônica é so divertida. Iki Maska é bem repetitiva, mas eu gostava bem. Em Future is now Nina Hagen fala sobre suas convicções hippie-intergalácticas, e começa cantando: "1968 is over". É uma percepção clara do significado político do contexto.

Muita gente duvidava da seriedade da moça, mas eu acho que o seu trabalho era uma leitura inteligente do mundo e da cultura pop do início dos anos oitenta. Quando ela veio para o Rock'n'Rio ('85) ela caiu no gosto ridículo da Globo, que a vendeu como uma palhaça, uma espécie de Elke Maravilha, Baby Consuelo ou personagem de Chico Anísio. Fiquei meio decepcionado porque ela deu bastante corda para tanto, mas mesmo assim fui nos seus shows por duas vezes, sendo que o segundo, no final do ano, em Belo Horizonte, me agradou de montão, com um repertório feito para fãs.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Discoteca Básica (15)



Nunsexmokrock/Nina Hagen Band
(1982/1978)
Ouvi Nina Hagen, à exaustão, em 1982. Inicialmente o Nunsexmonkrock, que rapidamente, para a época, foi lançado no Brasil e o primeiro, Nina Hagen Band, gravei do lp importado de um amigo que me emprestou muitos álbuns fundamentais.


Nunsexmonkrock dividiu muito as boas opiniões. Eu entendia a estranheza que os outros sentiam, mas foi um lançamento e uma artista com os quais simpatizei-me de cara, não só porque os temas que ela tratava eram relevantes, como a sua voz era ótima, cercada de bons músicos, fora a idiossincrasia de ter sido proibida de voltar à Alemanha Oriental pelo estado totalitário de Erich Honecker.



Quando soube que ela viria ao Brasil fiquei ansioso e apreensivo. Queria muito poder ver este show (fui nas duas vezes) mas tinha medo do que a Grande Irmã faria com ela. Não deu outra, ela foi tratada como ridícula e louca, senha para a Globo permitir que ela entrasse nos nossos lares sem perturbar a ataraxia alheia. Verdade é que ela deu bastante corda, e nos outros países, tal como ocorre em menor escala com o Laibach, a ação e reação são idênticas.