Os descendentes
(2011)
Mathew King (George Clooney) é um advogado havaiano e descendente de um banqueiro e dos últimos monarcas daquele arquipélago. Juntamente com uma dúzia de primos é herdeiro de um domínio avaliado em meio bilhão de dólares. Mas apesar de morar no paraíso tropical, a sua esposa aventureira está em coma irreversível após um acidente de lancha, e suas duas filhas têm pouca ligação afetiva com os pais. O seu sogro toma a filha como exemplo de vida, vê o genro como um ganancioso bitolado e a sua sogra está com Alzheimer. Matt decide rever a sua postura diante da vida.
O filme tem aquela mensagem positiva, tipo: "de que adianta tanto dinheiro se não há amor e sentido na sua vida?". Enquanto a esposa está nas últimas Matt é informado pela filha mais velha de que sua esposa o estava traindo. Matt, juntamente com a primogênita que lhe toma as dores, resolve ir atrás do amante da esposa, e, simultaneamente, cuidar da venda do imenso terreno que vai fazer a alegria da parentada. Desde que eu me entendo por gente que Hollywood tem implicância com artistas militantes. Mas o ultramilitante George Clooney deve ter costas quentes com os executivos da indústria cinematográfica, pois os seus dois últimos filmes, este, e o anterior em que também foi diretor (Tudo pelo poder), têm largo apoio institucional e da crítica. Quanto aos jornalistas eu posso compreender: há tantos filmes medíocres vindo dos EUA que a galera resolve incensar aqueles que ousam sair da mediocridade.
Os descendentes é um bom filme, e lida bem com um tema difícil: a morte. Mas não é como o cinema europeu ou o asiático o faria. Há alguns momentos que resvala para a pieguice, e o final é bem forçado.



