Juiz de Fora

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domingo, 9 de outubro de 2011

O Panótico vê aqui e agora (167)


Paris
(2008)


Dos filmes que vi sobre Paris este é o que se aproxima mais da visão que tive da cidade. Não é glamouroso, hollywoodiano, blasé, esnobe, ou que tais. A Paris mostrada é a do quotidiano de pessoas comuns, há beleza, mas os clichês estão reduzidos ao mínimo. O filme é semelhante a Short Cuts ou a Les uns et les autres: a vida das pessoas se cruza de uma certa maneira, mas cada um vive a sua dor e a sua alegria intransferível.



Um bailarino que tem apenas alguns meses de vida, sua irmã que possui três filhos de dois casamentos frustrados, um professor de História que se paixona por uma aluna, a sua jovem aluna que usufrui da sua beleza, uns feirantes, e um camaronês que sonha com uma nova vida na França.



Dá-lhe Montmartre, o filme está locado lá, mas de uma forma diferente de Amélie Poulain. Filmado no outono e no inverno, quem teve a oportunidade de conhecer a capital francesa vai gostar de identificar os diferentes bairros e ruas da cidade. Quem ainda não foi, vá enquanto estiver vivo.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"The world is my oyster"



Criei um blog especificamente para a realização de um sonho antigo:

http://www.enaldoemparis.blogspot.com/

Sejam bem-vindos!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cidades (8)



Lutetia




























"De uma coisa pode-se dizer sobre a Paris do século XVIII: ela fedia."
(Patrick Susskind, O perfume)




Georges Haussmann



Melhorou bastante.


Fonte: http://www.conexaoparis.com.br/


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Filmes (41)

Paris, Texas
(1984)



Paris, Texas foi um filme que granjeou antipatias e babação de ovo na mesma proporção no seu ano de lançamento. O nome incomum irritava o espectador, por ser evidente que as pessoas, a princípio, não tem como adivinhar que realmente exista uma cidade com o nome da capital francesa em pleno oeste estadunidense. Dizer-se que gostava deste filme foi, em certos meios, um passaporte para alertar o ouvinte de que se é um cinéfilo, algo semelhante a quem diz que gosta de Berlin Alexanderplatz ou dos filmes de Tarkhovsky. Mas, deixando de lado a afetação própria do métier, o que há no filme para ser levado em conta?



Pode-se gostar, ou não, de Paris, Texas, por pelo menos quatro motivos: Nastassja Kinski, as construções de Houston, a trilha de Ry Cooder e a fotografia. De minha parte aprovo as quatro razões, e não posso esquecer de mencionar a direção de Wim Wenders.



Mas, cumpadi, dizer que Harry Dean Stanton é extra-cool, como fazia Pepe Escobar, é ovo demais para muitos omeletes. O cara não move um músculo da face, é um caipira bisonho no meio desta estória.


Um marido e pai (Stanton) juntamente com o seu filho menor, depois de pirar um bom tempo, sai em busca da esposa perdida (Kinski) que acaba trabalhando como stripper em Houston (esta, sabe-se que fica no Texas). Este tema reaparece com mais consistência na obra O dia do Curinga (1990) do filósofo Jostein Gaarder.