Juiz de Fora

Mostrando postagens com marcador The Cure. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Cure. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Discoteca Básica (30)

Concert
(The Cure,1985)



O Rock in Rio rendeu para mim poder ver o Yes, o B-52's e a Nina Hagen, e rendeu para o Brasil a elevação do rock brasileiro a um nível que somente a mpb havia alcançado. A partir daí passamos a contar com a revista Bizz, muito irritante, opositora feroz do progressivo, mas que servia de referência em matéria de pop britânico. Foi assim que conheci The Cure, algum tempo antes do mega-sucesso In between days.



Concert funciona como uma coletânea desta banda que já havia lançado uma meia dúzia de álbuns. Alguém soprou: dark!, e os jovens adversários da geração saúde/Xuxa/Praia/Sol/Céu/Sul/alô, alô, Rio de Janeiro, aquele abraço, nhé, nhé, nhé, encontraram uma banda com a qual se identificar, pelo menos em tese. Não sei se entendemos Robert Smith e, vindo ao Brasil, ele debochou dizendo que gostaria muito de conhecer um dark.



Tô nem aí: shake, dog, shake!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Videoclipes (33)

Live in Orange
(The Cure, 1987)



1985, no Brasil , em matéria de rock inglês, foi o ano do U2, Smiths, Tears for Fears e The Cure. Chamado de dark por muita gente, a banda de Robert Smith esteve aqui dois anos depois, apresentando este show, evidentemente sem ter uma locação como esta, um anfiteatro romano no sul da França. Belas imagens, ótimo show da banda ainda no seu auge.






segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Videoclips (I)*






Em 1981 vi, pela primeira vez, um vcr da Sony na revista Time (assinada com nomes falsos, prática usual de estudantes universitários, funcionava por dez semanas até cortarem a remessa das revistas)



Em casa, apenas adquirimos um vcr em março de 1986 (tá pensando o quê, "vida de nego é difícil, é difícil como o quê", rs...), mês do Plano Cruzado, que foi benéfico ao povo até as eleições. Mono, duas cabeças, com controle remoto de fio, da Sharp, eu passei a gravar furiosamente os clips de que gostava.



Não havia MTV, então tínhamos que assistir ao ClipClip, sábado à tarde, na Globo, já dirigido por um importante herdeiro do gerenciamento global, iniciando-se na arte de torturar as pessoas pela mídia. Era ruim demais, mas sempre dava para fazer uma concessão e gravar algo, com a ajuda aqui e ali das demais tvs: Educativa, Band e Manchete, alguns anos mais tarde.





Somente em 1994 passei a ter a MTV, que já existia desde 1981.

Parei de gravar videos em 1999, por força do dvd e da mudança de linha editorial da emissora, que virou uma espécie de TvCapricho.

Gravei cerca de 200 horas de shows e videoclips, e pensar em passá-los para dvd me dá uma enorme preguiça. Agora não preciso mais me preocupar com isto.

O meu blog vai eternizá-los até a minha morte.



* Minha primeira opção foi All the thing she said, she said, do Simple Minds, mas está indisponível.