Juiz de Fora

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brega (VII)

Born to be alive
(Patrick Hernandez, 1979)




Tia, não proteste! Aceite que em 78-9 todos éramos bregas! O vinil lançado no Brasil, com outra capa, também era colorido, rosa-bebê ou amarelo-cheguei. Olha o cabelo e a gravata do cara. Olha a sua meia soquete. Olha a minha calça de tergal. Olha o topete do Travolta. E aquela calça hispânico pobre vai casar em Miami?



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Brega (VI)

Raumschiff Edelweiss
(Edelweiss, 1993)

Eu não gosto de videos e bandas engraçadinhas, mas este é bem legal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brega (V)

A noviça rebelde
(1965)




Um severo barão e oficial do exército austríaco, conservador e rico, mas não necessariamente nazista, precisa de uma babá razoavelmente competente para cuidar dos sete filhos, crianças e adolescentes, na Salzburgo às vésperas do Anschluss (união com a Alemanha, referendada em abril de 1938). A babá, recém-saída do convento, doma as ferinhas órfas com amor e música. O barão não se rende aos alemães e abandona riqueza e poder para, na neutra Suíça, viver de ... amor e música. É uma coleção de clichês. Todo mundo gosta. Eu também.Vou ver de novo.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Brega (IV)

Rick Astley
(1987)


Rick Astley fez um grande sucesso em 1988. Segundo se dizia, era pura armação, e o seu vozeirão era sub-produto de sintetizadores (SPX). Os vídeos de Never gonna give you up, When I fall in love, e Together Forever estão indisponíveis.



domingo, 22 de agosto de 2010

Brega (III)


Burt Bacharach



Em 1973 um tio e sua namorada levaram a mim e dois primos para assistir Horizonte Perdido (e ainda por cima pagaram tudo!) no Cine São Luís, um cinema bem familiar, então.



Adorei o filme e a música Living Together, Growing Together e pedi para o meu pai a trilha sonora, composta por Burt Bacharach.


(A capa brasileira não era assim)

Mas não gostei do resto do disco e depois cheguei à rápida conclusão de que o compositor tinha outro tipo de público.




Bacharach já foi homenageado pelo Oasis, pelo F.G.T.H, e influencia o som de Cousteau.







quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brega (II)

Ticket to Ride
(The Carpenters, 1967)


Já gostei bem deles, durante a pré-adolescência. Karen e Richard Carpenter foram elogiados pelo direitista presidente norteamericano Richard Nixon (1969-74) "como o que havia de melhor na juventude da América". Nem tanto, a moça foi sofrendo cada vez mais de anorexia nervosa e o irmão foi internado por drug addiction. Faziam um som conservador e tinham mania de adocicar as composições dos outros, como esta dos Beatles.

Mas que vozes... que cenário... que músicos figurinhas, rs....

Se alguém achar que fui injusto, eu os tiro daqui. (Não deixe de ouvir, há boas coletâneas por aí).


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Brega (I)


Discoteca do Chacrinha




Já me disseram que tenho hábito de dizer que tudo é brega.



Esta é uma afirmação muito exagerada, mas como exagero é uma verdade parcial, resolvi render-me.




Assim como Samuel Jackson em Pulp Fiction, estou numa fase de transição. Por isto vou aqui dar valor à breguice.




Não vou adotar nem uma definição e nem um conceito de brega, e assim como a revista de História Annales trabalhava com o imaginário, vou empregar como uso, dando relevância ao senso comum.


Na década de oitenta o Cassino do Chacrinha (sábados às 16 horas, na Globo) era atraente por dois motivos: dava para ouvir e conhecer o renascimento do rock brasileiro: RPM, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Zero e outros lá ganharam visibilidade.




O outro eram as chacretes.





Meu voto vai para Cristina Azul e Sueli Pingo de Ouro, de suplente.





Mas, vegetariano que sou, não quero bacalhau.