Juiz de Fora

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Panótico vê aqui e agora (58)



Somewhere
(2010)

Um jovem astro (irch!) de Hollywood (blargh!) passa a maior parte do seu tempo livre correndo de Ferrari, assistindo tv e dando festas em um hotel de luxo, e vez por outra promove filmes. Não é propriamente um mal-aventurado infeliz, mas há um tédio e uma falta de sentido e objetivos na sua vida. Os únicos momentos válidos de sua existência são aqueles em que dedica carinho e atenção à filha que está entrando na adolescência. Este filme de Sofia Coppola repete, com menor densidade, a temática de Encontros e desencontros, com Bill Murray e Scarlett Johanson, já resenhado aqui. Vencedor de Veneza, é um bom filme, mas não é imperdível. Há vazios bem mais contundentes na cinegrafia mundial.

O espectador padrão não vai gostar. Criticar o show business é mole, mas o público ama aqueles que amam o poder. Exemplos: Lady Gaga, Michael Jackson, Boy George, Xuxa, Hebe, Ivete Sangalo, Britney Spears, Paris Hilton e chega por aqui que estou com sono.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Carros (2)









O Detroit Auto Show (2011) ocorreu entre os dias dez e vinte e três do corrente mês, com um número maior de exibidores do que nas duas edições anteriores, devido aos efeitos da crise de 2008/9. Estes foram os dois modelos que me chamaram mais a atenção: a escultura Mercedes-Benz Aesthetics No.2 e o Porsche 918 RSR. O primeiro não anda e no segundo só vai o motorista. Mas vai muito bem neste V8 de 563 cv. Pede para o papai. 

Quem diria...






Enquanto tomava meu café da manhã dei uma passada pelos canais de televisão e a TV Capricho exibia um clip que era um misto de caricatura de mitologia grega com videogame. O cantor é o Kanye West, provavelmente mais um rapper que vai desaparecer com o tempo. As imagens me seguraram por alguns segundos e oh!, sampler de 21st century schizoid man, do King Crimson (1969). Durante os anos oitenta eu sempre me perguntava se os rappers estadunidenses sequer desconfiavam da existência do rock progressivo. Provavelmente este sampler foi incluído pelos produtores de Kanye West. Quem souber esclarecer-me sobre este fato ganha um almoço com os Fat Boys.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Orla Bardot





Há quase dez anos não voltava em Búzios, e é claro que eu gostei demais de lá. Mas a sequência de alguns restaurantes na Orla Bardot me deixaram particularmente boquiaberto: meninos eu vi...












mas não comi, na próxima vez que lá for a cozinha vegetariana do Sawasdee entrará para o meu currículo.

O Panótico vê aqui e agora (57)


Hung
(2.ª temporada/2010)




Na segunda temporada de Hung o protagonista Ray Drecker (Thomas Jane) continua tentando reconstruir sua casa e dar um melhor padrão de vida para os filhos, simultaneamente em que tem que lidar com suas duas agentes: a perdedora Tanya (Jane Adams) e a vampira Lenore (Rebecca Creskoff). A primeira é de confiança mas um tanto desastrada, a segunda sabe faturar mas não dá para comprar um carro (zero) das mãos dela. O conflito entre interesses e princípios, entre amor romântico e amor carnal continua sendo o mote. A série dá os primeiros sinais de que não vai tornar o quarentão um herói familiar em função de suas atividades mercantis: há uma cena em que Tanya afirma: "Nós não somos boas pessoas, somos criminosos" (lá nos EUA, porque aqui no Brasil a prostituição não é crime, mas apenas a sua exploração: rufianismo, art.230 do Código Penal, pena: reclusão de 1 a 4 anos, e multa). Mas até lá nós vamos continuar torcendo para que o cara se dê bem. Com dez episódios de vinte minutos, matei a segunda temporada em uma tarde. Que venha a terceira.





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eu vou, eu vou, pra praia agora eu vou!

Eu queria fazer uma lista com as dez melhores músicas (do rock) que fale de praia, mas o material era bem ruim. Então fiquemos com um clássico  (Surfing USA, dos californianos Beach Boys) e sua antítese (Kill surf city, dos britânicos Jesus & Mary Chain)



Já o era assim, desde então (29)



Uma crença forte demonstra apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se acredita.

(Nietzsche, 1878)

Vox Populi Vox Dei (1)

Há uma máxima do comunista Aparício Torely (1895-1971) (o autointitulado Barão de Itararé) que é um dos meus antídotos preferidos contra o populismo ideológico, esta doença latinoamericana do irracionalismo:



 De onde menos se espera é daí que não vem nada mesmo.



Mas sejamos humildes e nos rendamos à sabedoria popular.

Há alguns dias atrás eu estava indo a pé para a casa e ouvi, não por meu expresso desejo, este desabafo em voz-alta por uma popular senhora de meia-idade, queixando-se do próprio marido a uma comadre:



"Homem, depois do cinquenta, não aguenta nada. Tem mais é que levar muitos chifre (sic)"




O Panótico vê aqui e agora (56)



A personal journey with Martin Scorsese through American movies
(1995)





Fiquei um pouco pé atrás antes de assistir a este filme. Martin Scorsese, a julgar pelos dezessete de seus vinte e um filmes a que vi, não é um cineasta marginal ou alternativo, salvo melhor juízo do leitor. Não me parece sequer um cineasta tolerado, estando mais para um membro aceito, ou até mesmo poderíamos dizer que é integrante do mainstream de Hollywood (o cara é nove, não o considero menor por suas relações com quem lá manda). O outro motivo é a bajulação usual entre artistas: alguém já viu alguma entrevista em que uns se referissem a outros com palavras menos adulatórias do que "maravilhosos" e que tais?! Então o risco de ser uma produção eu-faço-cafuné-nos-coleguinhas-do-meio era real.

Mas não. Esta é uma produção britânica em que Scorsese abre o jogo sobre o que rola entre estúdios, produtores e diretores. A luta entre lucro e qualidade, entre o capital e a arte. Quase nada que é revelado é novidade para o fã crítico de cinema, quem não sabe como a banda toca? Mas é legal quando é dito por alguém de dentro do sistema, ainda assim.

Restrito ao período entre 1913 e 1967 (quando Martin Scorsese entrou para a indústria cinematográfica) e somente ao cinema estadunidense, ou por diretores da Europa central que rodaram nos EUA, não é possível aqui ter um panorama universal da história do cinema. Mas o apresentador logo de início disto nos alerta. As quase quatro horas de documentário voam, e, - mesmo para aqueles que veem filmes e leem resenhas de jornais e revistas -, as ótimas escolhas (mais de duzentos e cinquenta filmes citados), os comentários e a exemplificação visual das múltiplas possibilidades de utilização das câmaras permitem a cada um dar o devido valor aos pioneiros do cinema. Gostei em demasia do reconhecimento a D.W.Griffith, criador de Intolerância (1916) tratado indutivamente como o maior de todos. Vale como um prazeiroso curso intensivo de cinema. Vá e veja.

Já o era assim, desde então (28)


A opinião pública não passa de um anêmico tirano se comparada à nossa própria opinião privada. Aquilo que um homem pensa de si mesmo - é isso que determina, ou antes indica, o seu destino.

(Henry Thoreau, 1854)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vai passar ou não? (1)



É comum lermos que as pessoas saem pouco de casa, evitam a socialização, blá, blá, blá.... Terça-feira é um dia bom para ir ao cinema, sem falar que hoje está com cara de que não vai chover. Mas nenhum dos sete filmes em cartaz aqui em Juiz de Fora (Desenrola, Viagens de Gulliver, Narnia, Enrolados, Entrando numa fria..., IncontrolávelDe pernas pro ar - Megamente eu já vi) me incentivam a deixar as várias opções de lazer caseiro (cds, filmes, livros, games, internet e tv por assinatura) e encarar uma fila de cinema e as atitudes do público. E aí eu pergunto: vai passar O mágico (L'illusionniste) no Alameda, no Independência ou pelo menos no Palace?





Quem assistiu ao longa animado As bicicletas de Belleville vai se interessar por esta nova produção do diretor Sylvain Chomet. Baseado em um roteiro do humorista Jacques Tati, - a personagem principal é fortemente inspirada no messier Hulot, clássico de Tati dos anos cinquenta - um ilusionista enfrenta a nova realidade televisiva e encontra dificuldades para a sua sobrevivência. Adota uma menina escocesa e ingênua que realmente crê na sua mágica. É o mesmo tom melancólico de Belleville. Se alguém sabe como influenciar as decisões dos proprietários de salas de cinema, por favor, dê-nos uma força. É uma produção que vale mais a pena na tela de cinema do que na tv (no pc, então, nem se fala).











O Panótico vê aqui e agora (55)



Bob's burgers
(2011)

A primeira série televisiva da nova década é animada. Bob mora em Nova York e juntamente com a família (esposa dona-de-casa, e três filhos: uma adolescente autista e duas crianças, um gordinho e uma menina levada da breca) acabou de abrir uma lanchonete. Este primeiro episódio mostra o pobre Bob enfrentando problemas com o boato espalhado pela caçula de que a carne de seus hamburgueres é de defunto, obtida na funerária ao lado. Gostei bastante. A primeira temporada de Family Guy foi meio chatinha, e desde a segunda é o melhor que há. Este Bob's burgers já começou divertido. Produção da Fox.





O Panótico vê aqui e agora (54)



Hung
(1.ª temporada/ 2009)

Ray Drecker é um treinador de basquete e professor de História (!?) de uma escola privada em Detroit. Com a crise de 2008/9 a entidade mantenedora do estabelecimento de ensino anda fazendo cortes em várias disciplinas, inclusive demitindo professores. Ray é divorciado, possui um casal de adolescentes gêmeos, acusa a ex-esposa de tê-lo abandonado para casar por interesse com um cirurgião rico, e mora (mal) na velha casa herdada dos pais.



A casa, por desleixo de Ray, pega fogo, e o mané esqueceu de pagar em dia o seguro. Desesperado por dinheiro, Ray passa a fazer programas, com assessoria de uma insegura colega professora de Literatura e de uma pragmática personal stylist. Esta série vem ganhando credibilidade de público e crítica. Arranha, mas sem perfurar, o moralismo padrão da classe média. É feminista, mas não demoniza os homens. Fala com franqueza das expectativas das mulheres, mas não é chata como a Regina Duarte (Malu Mulher). E a gente fica torcendo para o cara conseguir mais clientes e poder dar o carro que prometeu para os filhotes. Bom para assistir em casais. Produção da HBO.


Here comes the sun



Hoje (18 de janeiro) é o primeiro dia de sol aberto deste ano aqui na Zona da Mata. Espero que ele venha e fique para dar um refresco para o povo da região serrana do Rio e eu possa pegar um calorzinho em Cabo Frio.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pré e pós-punk




Volta e meia alguém levanta a questão de qual teria sido a época mais influente do rock, e a tendência predominante da juventude inglesa é a escolha da década de setenta, mas na sua segunda metade, em função do punk. Nestas horas eu gosto de entrar no debate e lembrar a quem possa a mesma década, mas a sua primeira metade (http://17seconds.co.uk/blog/2011/01/13/born-in-the-seventies/). Um bom argumento em sentido contrário ao que defendo é a enorme herança dos Sex Pistols e cia. É verdade. E aí eu dei um pulinho no site do Genesis para ver o que eles estão aprontando, se é que estão. E dei de cara com uma boa surpresa.

Eis a lista de bandas (boas) que lhe fazem tributo (cover) na atualidade.

http://trespassband.altervista.org/ (italiana)

http://www.acousticmoods.co.uk/ (inglesa)

http://www.danceintothelight.ca/ (canadense)

http://www.danceonavolcano.net/ (canadense)

http://www.dancingknights.com/ (italiana)



http://www.dukeband.it/

http://www.carpetcrawlers.com/ (inglesa)

http://www.domino-plus.com/ (italiana)

http://www.dukeband.it/

http://www.estroband.it/

http://www.facevalue.me.uk/ftp.facevalue.me.uk/home.html

http://www.firthoffifth.com/ (estadunidense)

http://foxtrottheband.com/news.htm (inglesa)

http://www.genesis-tribute.com/ (japonesa)



http://www.g2online.co.uk/g2home.htm

http://www.gabbleratchet.com/ (estadunidense)






http://www.gardenwall.it/garden%20wall/band.html (italiana)

http://www.genesisproject.nl/ (holandesa)

http://www.genesisrelived.co.uk/

http://www.grandparadeprog.com/ (estadunidense)

http://www.haroldandthebarrels.es/ (espanhol)

http://www.inthecage.co.uk/home/default.aspx

http://www.invisibletouch.freeuk.com/

http://www.invisible-touch.de/ (alemã)

http://www.leonplaysmusic.com/Site/Home.html (venezuelana)

http://www.losendos.co.uk/

http://www.madmenmoon.it/

http://www.myspace.com/themoonlitnite (inglesa)

http://digilander.libero.it/tributeband/

http://www.nojacketrequired.co.uk/

http://www.nursery-cryme.it/home.asp

http://www.prog-music.info/ (estadunidense)

http://www.raven-genesis.com/ITA/home.asp

http://www.regenesis-music.com/ (inglesa)

http://www.revelation.it/ (italiana)

http://robbiecooper.net/secondsout.html (canadense)



http://www.slippermen.ca/ (canadense)

http://www.thebookofgenesis.co.uk/

http://www.the-if.it/

http://themusicalbox.net/ (canadense)

http://www.thelamb-genesis-coverband.com/ (italiana)








http://www.the-path.de/ (alemã)

http://www.genesistribute.com/

http://www.trespassmusic.com/trespass/home.html

http://www.yngveguddal.com/ (norueguesa)

http://www.bad-dreams.com.ar/ (argentina)

http://www.wecantdance.nl/ (holandesa)




Eu duvido que qualquer grupo pós-punk tenha uma lista tão extensa de (boas) bandas cover. Quem me provar o contrário ganha um autêntico cuspe do Johnny Rotten, envelhecido trinta e cinco anos, rs...