Juiz de Fora

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Panótico assiste o primeiro filme do ano e fica boquiaberto com a obra-prima.(340)


A melhor oferta
(2013)


Virgil Oldman (Geoffrey Rush) é um leiloeiro britânico (mas vive em uma cidade indefinida, pareceu-me Roma, mas isto não fica claro) misógino e intolerante, particularmente com as mulheres. Apaixonado por arte, tem especial predileção por retratos femininos. Com grande perícia, sabe distinguir as falsificações de quadros autênticos, e se utiliza de um artista e colecionador "laranja" (Donald Sutherland) para comprar as obras que intenta possuir, o que é obviamente ilegal por quem exerce o ofício de leiloeiro. Uma jovem, Claire Ibitsen, herda uma fortuna e quer contratar Oldman para inventariar e leiloar os seus bens, mas é tão cheia de manias que o irrita constantemente. Simultaneamente, Oldman vai encontrando peças de um autômato do século XVIII na vila da moça, e pede que um jovem amigo, talentoso em engenhocas, o conserte para ele.


Oldman ama os seus quadros fraudulentamente adquiridos e aos poucos vai se interessando por Claire, as suas manias se revelam um triste caso de agorafobia. O sofrimento e clausura da moça vai aos poucos envolvendo o leiloeiro, um homem infeliz por nunca ter sido amado por uma mulher.



Este é um filme surpreendente, belo, refinado, intrigante, dirigido por Giuseppe Tornatore (de Cinema Paradiso), com uma trama que nos prende como nos bons romances policiais. Vou aguardar outras resenhas e vai ser interessante observar o que está por vir.


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Panótico riu até sentir dores abdominais (339)



Vovô sem vergonha
(2013)



Irving (Johnny Knoxville) é um octogenário que acaba de ficar viúvo. A sua filha vai novamente para a prisão por violar a condicional por tráfico de crack. O neto de Irving, o garoto Billy, quer ficar com o avô, mas este quer entregá-lo para o pai, um mané drogado que só aceita ficar com o filho para receber ajuda do Estado. No caminho entre o Nebraska e a Carolina do Norte o velho rabugento ensina o neto a beber, furtar, trapacear e concorrer como princesa em um concurso de garotas.




Johnny Knoxville era o protagonista da série Jack Ass da MTV, um cara que topava tudo por dinheiro, as situações as mais dolorosas e politicamente incorretas. Nunca gostei, raramente assisti, mas hoje me deu uma enorme vontade de desfrutar o prazer extremo de ir ao cinema sem ninguém na plateia, nada de celulares, barulhos de pacotinhos, gente conversando (mas não escapei de um chicletes no meu tênis, por obra de algum adolescente ou jovem mal-educado).

O filme é no estilo Borat: dezenas de pessoas participam dele sem o saber (inclusive uma temível gangue de motoqueiros sessentões intitulados "Guardiões de Crianças"), há câmeras escondidas por todos os ângulos e ao final do filme são exibidos os takes das pessoas surpresas com as filmagens, não é jabá, mesmo. Knoxville é muito convincente na fala e postura do velho tarado e irresponsável, que fica feliz quando sabe da morte de sua esposa.

É impressionante observar as reações das pessoas diante do inesperado, e também como elas são tolas e crédulas.

Um valentão ameaça Knoxville por ter derrubado um pinguim.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Kiarostami irrita o Panótico (338)


Shirin
(2008)


Irã, na atualidade. O filme começa em um cinema com closes de mulheres assistindo a uma melosa história de princesa que se sacrifica por um príncipe na Pérsia de quatro séculos atrás, a julgar pelas gravuras exibidas na introdução da película. Você vê assim, uma dúzia, quem sabe, de típicas mulheres iranianas, cabelos e olhos escuros, com uma expressão determinada, enquanto a narração e sonoplastia te entediam com a pobre Shirin e seu amor não correspondido pelo poderoso Khosrow. Mas... espere lá! Já se passaram quinze minutos e tudo o que vejo são closes de mulheres sensibilizadas?! E aí eu avanço o filme e todo o filme é assim?! Umas cem mulheres (incluindo Juliette Binoche, a queridinha dos pedantes) fazendo expressões noveleiras, pô, Khiarostami, tu é muito babão, hein?!


Típico filme pseudo-intelectual, que dá pano para manga para que pernósticos falem metros sobre originalidade, desconstrução de narrativa, alteridade, ruptura, intertextualidade, ah, que saco, o cinema tem que ser mais do que blockbuster x pretensão.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Panótico adora um drama político (337)


Bloody Sunday
(2002) 


Belfast, 30 de janeiro de 1972. Uma associação de direitos civis dirigida por um protestante e quatro católicos organiza uma passeata pacífica contrariando leis marciais do ano anterior aplicáveis à Irlanda do Norte. O governo britânico envia os temíveis paraquedistas para subjugar os manifestantes e alguns soldados falam abertamente em vingar a morte de dezenas de militares britânicos por militantes do IRA nos anos anteriores. Um general quer se exibir ao gabinete ministerial, um coronel quer obedecê-lo mas não  vê graça na situação, um chefe de polícia se empenha em evitar que o exército faça um massacre e Ivan Cooper, deputado protestante, quer liderar o povo, mas se preocupa em evitar a violência tanto de britânicos como do IRA.


O famoso domingo sangrento "celebrizado" pela canção do U2 (a ouvi em excesso em 1985 e não a suporto desde então) nunca tomou de mim maior curiosidade: era aquela coisa: irlandeses brigões tomando muita porrada de ingleses imperialistas. Na verdade, é bem por aí mesmo, mas aqui o filme baseado em uma testemunha e em um inquérito no qual o governo inglês assumiu a culpa (2010) é detalhadamente narrado. Como em todo filme político que se preze, é necessário mediatização: há boas intenções e más condutas (e interesses) em ambos os lados. É importante que se frise, e isto não é minimizado no filme, que o IRA jamais foi porta-voz da maioria irlandesa pelo simples fato de que dois terços do irlandeses do norte são unionistas (protestantes que se identificam coma Inglaterra e sua monarquia). Mas a execução pura e simples de uma dúzia de manifestantes desarmados deu uma boa colheita para o braço armado do Sinn Fein, especialmente entre os jovens sem instrução, sem perspectiva e com adrenalina e maniqueísmo típicos para embarcar no terrorismo.


Do mesmo diretor da trilogia Bourne, Peter Greengrass.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O Panótico acha que Ben Stiller ainda não é um Woody Allen (336)


A vida secreta de Walter Mitty
(2013)



Walter Mitty (Ben Stiller) é um empregado apático de uma corporação dos meios de comunicação que está fechando uma revista e demitindo funcionários. Muito tímido, quer paquerar uma colega de escritório, não tem coragem e fantasia ser um cara dinâmico, aventureiro e capaz de enfrentar os problemas. Correndo o sério risco de ser demitido necessita, como último trabalho, publicar um negativo perdido de um grande fotógrafo (Sean Penn) que admira o seu trabalho como "revisor de negativos".




Acreditei se tratar de mais uma boa comédia de Ben Stiller (ator, diretor e produtor), mas o filme é um drama com algumas risadas (mas não muitas). Há um extenso marketing da Life, ainda que bem estilizado, não sei qual é a razão, além do vil metal. Acho uma boa decisão sair da comédia e buscar filmes sérios, mas, que papo é este? Quem disse que comédia é incompatível com dramas intensos?

O filme é meio arrastado, não porque Ben Stiller por acaso tenha visto muito Bergman, mas porque o tema "viva intensamente a sua vida enquanto tem chance" já é por demais gasto. Valeu muito pelas cenas da Islândia e Groenlândia, a fotografia impecável, a ótima trilha sonora (com Arcade Fire em "Wake Up" e David Bowie com "Space Oddity" e não "Major Tom" como é falado no filme). A cena de Mitty andando de skate em uma rodovia deserta da Islândia vai ficar na minha memória, que inveja.





domingo, 15 de dezembro de 2013

O Panótico assistiu um filme... em silêncio.(335)



O Hobbit - A desolação de Smaug
(2013)

Gandalf (Ian McKeller) pede a Bilbo (Martin Freeman) para acompanhar um grupo de anões na quase impossível tarefa de furtar um mineral mágico, a Pedra Arken, que se encontra em um castelo controlado por um dragão que cospe muito fogo e tem carcaça de ferro (Smaug). Como obstáculos encontrarão orcs, elfos que não gostam de anões e um reino governado por um tirano.

Há muitos meses que não comparecia à uma sessão silenciosa de cinema. Chegamos atrasados, pouco antes de abrir, porém quase não havia fila. Legendado e em 3D, o filme parece ter atraído somente os jovens fãs de Tolkien. Próximo a nós um rapaz fazia barulho com comestíveis, suspirei em tom de revolta e ele...sossegou. Uma sessão de cinema como nos bons tempos em que as pessoas sabiam se comportar com moderação.

Após quatro trailers de típicos filmes para adolescentes burros, pobre de nós, este segundo Hobbit começou bem. Imagens fantásticas e efeitos que respeitam a obra literária. No entanto, há pancadaria demais, os últimos quarenta minutos são muito explosivos e ágeis, não imagino o livro - que não li - com tanto malabarismo. Há alguma chatice politicamente correta, a elfa Tauriel (que não consta do livro, ao que eu saiba) interagindo com um anão, apenas para nos dar mais uma lição de tolerância, e um surpreendente Legolas (Orlando Bloom) claramente inspirado no Aquiles de Tróia em termos de performance em combate e também na sua angústia existencial. O dragão Smaug filosofando sobre a corrupção humana é por demais implausível. Gandalf pouco faz. Acho que o que melhor salva é o talento de Martin Freeman, o cara promete.


Quase dá para ouvir Legolas gritando: Heitooor!!!

sábado, 30 de novembro de 2013

O Panótico caiu no conto do "festival brasileiro de cinema" (334)



De quinta a domingo
(2012)

Um casal chileno riponga de Santiago decide levar os filhos, uma pré-adolescente e um garoto de sete anos, para visitar a vovó em um buraco rural do norte daquele país. O menino vive a fase do pai-herói, mas Lucía percebe que algo vai mal no relacionamento dos pais.




Acabei de assistir gratuitamente a este longa no Festival Primeiro Plano de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, este evento subvencionado pelo dinheiro público a esta coisa que se chama cinema nacional, com direito à presença da diretora chilena. O casal protagonista é feio, sem carisma, songa-monga, chega ao ponto de furtar frutas em propriedade alheia e permitir que os filhos viajem no teto do automóvel, um carro que, por sinal, demonstra o estado de espírito dos adultos. Há riponguismos em profusão, como a mãe toda cheia de carinhos com um amigo antigo do casal, comportamento típico de hippies, disfarçar sedução como se fosse amizade. No meio do caminho eles acampam entre porcos (literalmente). O pai se perde na estrada e fica lá, todo ripongo olhando a natureza. A fotografia é péssima, não se aproveita quase nada da paisagem do Chile.

Apesar de pouco passar de hora-e-meia de projeção a sensação é de que fiquei umas três horas esperando pelo final. Há apenas alguns momentos divertidos, como o garoto que viveu em Paris e tira um sarro em francês. Fora isto, o clichê da separação dos pais, dois idiotas, sabe-se lá por quê. 

P.S. A plateia típica da minha aldeia aplaudiu, mas apenas dois terços dela, e sem se levantar. O insuportável, pernóstico e artificial Um copo de cólera foi aplaudido de pé, com exceção de mim, há quase vinte anos atrás, em abertura de cinema local com a presença do diretor e casal global protagonista.

sábado, 23 de novembro de 2013

Woody Allen não decepciona o Panótico (333)


Blue Jasmine
(2013)

O bom dos filmes de Woody Allen é que ele não pretende ser muito original. Ele não é o diretor de um Som ao Redor que faz uma m**** de filme e encontra milhões de pessoas para achar que aquilo lá tem muito valor a ponto de dizerem que é um marco do cinema de algum país sem solução. Aqui vemos novamente o cineasta novaiorquino em sua fase russa (Crime e Castigo)

Uma perua novaiorquina (a muito excelente Cate Blanchett) vai à falência e volta para a sua San Francisco natal, tendo que viver na casa da irmã, uma caixa de supermercado, com dois filhos adolescentes, divorciada e desesperada para casar com qualquer um de seu meio social. A ex-socialite - na realidade uma menina adotada e de origem pobre, assim com a também adotada irmã - não perde a pose, bebe regularmente e fala sozinha quando pressionada. A mulher precisa trabalhar e estudar, mas prefere mesmo é um novo casório que lhe devolva a vida de futilidades, a que conhecemos detalhadamente em constantes flashbacks.

Nenhum filme de Woody Allen mudou a indústria cinematográfica de seu país de origem, nada é genial, mas a maioria deles são histórias bem narradas, te divertem de forma inteligente e despretensiosa.

O Panótico começou a ver, mas achou um saco e desistiu (331-2)



O grande mestre
(2013)

Direção de Wong Kar Wei com Tony Leung e Ziyi Zhang. Tema: Ip Man, mestre de Bruce Lee, que já rendeu dois ótimos filmes com Donnie Yen já resenhados por mim. Eu vejo todo empolgado, separo uma hora para me render a mais uma maravilha chinesa e... um filme leeeento, totalmente fantasioso, cheio de poses e efeitos, mas que droga!



Thor "2"
(2013)

Com exceção de alguns X-Men e Wolverines, todos os filmes Marvel são um lixo: barulheira infernal, efeitos o tempo todo, poses, enredo inverossímel e tedioso, eu tenho que me prometer não ver mais estas porcarias estadunidenses.



O Panótico viu há muito, mas ficou com preguiça de resenhar (330)


O advogado do Terror
(2007)

Jacques Vergès (1925-2013) foi advogado, entre outros, de Klaus Barbie, o "açougueiro de Lion", o terrorista venezuelano Carlos, o ditador sérvio Slobodan Milosevic e uma plêiade de facínoras do Terceiro Mundo. Este ótimo filme traça a sua biografia com dezenas de depoimentos.

Há uns trinta anos atrás li uma entrevista na Veja com Jacques Vergès, na época causando grande repercussão por ter aceitado defender o arqui-criminoso de guerra Klaus Barbie, responsável pela morte de dezenas de milhares de judeus na França. Duas perguntas ficavam no ar: como alguém pode defender tal pessoa, e o que ele vai dizer. Vergès utilizou o argumento de que a França era culpada pelo massacre dos argelinos e procurava um caminho diversionista. Pensei se tratar de um mercenário (Vergès era regiamente pago por um banqueiro suíço nazista) e nunca mais ouvi falar neste meu "colega".

O filme não é uma defesa do advogado, embora se tenha esta impressão,mas uma pesquisa muito bem fundamentada. Vergès nasceu na Indochina, estudou na França e desde jovem odiava o imperialismo. Militou inicialmente na área criminal e ao defender o primeiro cliente, um jovem delinquente, afirmou de que este poderia ter sido ele próprio. Foi para a Argélia defender uma jovem terrorista, casou-se com ela, entrou para a política e... sumiu por dez anos. A partir daí aumentou o seu envolvimento com o banqueiro nazista que financiava grupos palestinos.

É um senhor documentário, vi três vezes.


O Panótico lê aqui e agora (38)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Panótico vê aqui e agora (329)


Este filme é ruim, mas tão ruim, que nem vou me dar ao trabalho de explicar o por quê.

Cada povo tem o cinema que merece.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

My best loved 1973 rock albums (8)



Estou sem tempo, cabeça e organização para resenhar estas séries. Os meus vinis estão fora do lugar. Fica aqui registrada a minha preferência, quando der, eu reedito tudo.

My best loved 1983 rock albums (8)



90125
(Yes)

Estou sem tempo, cabeça e organização para resenhar estas séries. Os meus vinis estão fora do lugar. Fica aqui registrada a minha preferência, quando der eu reedito tudo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Viagem à Lisboa















www.enaldoviajando.blogspot.com.br


Fiz uma viagem de duas semanas por Lisboa e outras cidades portuguesas. Registrei cerca de duas mil e duzentas fotos e gravei mais de setecentos vídeos. A maior parte se encontra no meu blog. Visite-o e encontrará algo de que goste. Obrigado.

Hice un viaje de dos semanas a Lisboa y otras ciudades portuguesas. Un total de dos mil doscientos fotos y grabado más de siete videos. La mayoría está en mi blog. Visítelo y encontrar algo que te guste. Gracias.

I did a two-week trip to Lisbon and other Portuguese cities. I took about two thousand two hundred photos and recorded over seven videos. Most is in my blog. Visit it and find something you like. Thank you.

J'ai fait un voyage de deux semaines à Lisbonne et d'autres villes portugaises. J'ai pris environ deux mille deux cents des photos et a enregistré plus de sept vidéos. La plupart est dans mon blog. Visitez-le et trouver quelque chose que vous aimez. Je vous remercie.

Ich habe eine zweiwöchige Reise nach Lissabon und anderen portugiesischen Städten. Ich habe über zweihundert Fotos und aufgezeichnet über sieben Videos. Meist ist in meinem Blog. Besuchen Sie es und finden Sie etwas, das Sie mögen. Vielen Dank.

Jag gjorde en två veckors resa till Lissabon och andra portugisiska städer. Jag tog ca 2200 bilder och registreras över sju filmer. Mest är i min blogg. Besök den och hitta något du gillar. Tack.



segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Panótico vê aqui e agora (328)




Universidade Monstros
(2013)

Mike Wasowski é um garotinho louco para ser um assustador famoso, mas sofre bullying na escola. Chegando à idade adulta, ingressa na famosa Universidade Monstros, e quer cursar Sustos. Mas ninguém o leva a sério, principalmente  Sullivan e uma espécie de reitora. O zoiudinho vai ter que provar o seu valor.

Achei uma decepção este desenho, particularmente porque Monstros S.A. foi a melhor produção animada de que vi até hoje, desde o pioneiro Toy Story. O desenho é muito gritado, e o mote "Não se subsestime e não deixe que outros o façam" já está bem surradinho. Achei interessante apenas a fase infantil de Mike e o momento em que adentram no mundo humano.

Há um belo curta que é exibido anteriormente, O guarda-chuva azul, que talvez faça valer a pena ir ao cinema.


My best loved 1973 rock albums (7)

My best loved 1983 rock albums (7)




terça-feira, 25 de junho de 2013