Juiz de Fora

quarta-feira, 1 de junho de 2011

My best loved 1971 rock albums (6)


Islands
(King Crimson/1971)



"Toca aqui com a mão esquerda que fica mais próxima do coração", foi dito por Jimi Hendrix a um novo guitarrista, Robert Fripp, em 1969, após um show em que o desconhecido King Crimson tornou-se notório diante de uma multidão no Hyde Park (Londres) que homenageava o recém-falecido líder dos Stones, Brian Jones.


No final de 1981 um novo amigo apresentou-me o King Crimson, - por coincidência retornando à cena após um interregno de seis anos -, com cerca de dez discos, todos importados. Não assimilei de cara o grupo, mas o guitarrista Robert Fripp já me era conhecido dos discos de Peter Gabriel (I, II, III) e David Bowie (Heroes e Ashes to Ashes) e pude perceber que o cara era fera. Obras como 21st Schizoid Man e Lark's Tongues in Aspic não passam impunes aos ouvidos de um fã de progressivo. Um outro amigo, mais velho, com uma senhora discoteca em casa, me disse em uma forma de importante advertência: "O King Crimson é o maior grupo de rock do mundo!!". Bom, nesta época a opinião dos mais velhos contava porque eu não vivi os anos setenta e morria de inveja de quem os viveu. Hoje garotos que não viveram os anos oitenta vem te explicar como era naquela época, rs...



De todos os discos do King Crimson, Islands é justamente o que eu menos gosto, mas mesmo assim é bom o suficiente para estar entre os doze discos mais relevantes daquele longínquo 1971. Formado pelo letrista Peter Sinfield, Fripp na guitarra e eletrônicos, Boz Burrel no baixo e voz, Mel Collins no saxofone e mellotron, e Ian Wallace na percussão, é talvez a formação menos significativa do Crimson, que em seguida teria Bill Bruford, John Wetton, David Cross, e mais tarde, Adrian Belew e Tony Levin (não dá para falar de todos eles aqui). Islands é um disco meio deprê (The letters), ou pelo menos melancólico (Formentera Lady e Prelude: Song of the Gulls), mas tem pontos altos como Sailor's Tale, a minha preferida. Eu tinha uma cópia em fita cassete do vinil nacional. Ouvi-lo em cd há uns quinze anos atrás fez uma grande diferença. Hoje há edição de quadragésimo aniversário com faixas extras. Busque o seu. Quem foi rei não perde a majestade.



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