Juiz de Fora

sábado, 21 de agosto de 2010

Livros (5)

Imagens do Grande Sertão/Macunaíma
(Arlindo Daibert, 1998/2000)



A primeira vez que vi um trabalho do artista plástico Arlindo Daibert (1952-93) foi no Iran Molduras: um desenho à nanquim, não me recordo bem, em que um ser mitológico dirigia-se, montado em um animal incomum, a uma cerimônia, em 1981.



Nos anos seguintes acompanhei o que pude dos trabalhos dele. Cheguei a vê-lo em algumas ocasiões, pensei em puxar conversa e dizer que gostava muito do que ele fazia, mas desisti em função de que ele me parecia um tanto reservado (besteira, devia ter falado assim mesmo).



No final da década passada a UFJF (uma universidade bem melhor do que quando estudei lá) publicou estas edições póstumas.



Eu gostaria de poder ver impresso uma série de trabalhos em que ele meio que extraiu a "assinatura" ou "dna" de diversos pintores consagrados.



Senti a sua morte prematura como a de Airton Senna, um pouco mais, ou um pouco menos, talvez. Uma pessoa que não é de sua relação, mas que desempenha um papel importante no mundo.




Enquanto isto, certos ditadores caribenhos continuam bem mortos-vivos....

Nenhum comentário:

Postar um comentário