Juiz de Fora

quarta-feira, 1 de maio de 2013

My best loved 1973 rock albums (5)



Tubular Bells
(Mike Oldfield)


Em 1973 um filme e uma trilha sonora tiveram grande impacto: O Exorcista (censurado ou mutilado no Brasil pelo governo Médici). Durante os créditos tocava o ínício de Tubular Bells, obra do multinstrumentista (mas principalmente guitarrista) inglês Mike Oldfield, então com dezoito anos. Não pude ver o filme na época e somente conheci o disco no final de 1978 na casa de um amigo mais velho. Achei muito diferente a capa e pedi para ouvir.


Os acordes iniciais são fantásticos e colam na mente de qualquer garoto fã de progressivo. Toda o conceito ao redor, idem. Um álbum totalmente instrumental, cujo compositor é capaz de tocar virtuosamente a guitarra e diversos outros instrumentos, virei fã rapidamente de Mike Oldfield. E fazer isto com dezoito anos, então? Os meus colegas da mesma idade, na maioria, eram uns idiotas. Por volta desta época conheci todos os outros discos de Mike Oldfield, e gostei particularmente de Ommadawn (1974), Hergest Ridge (1975), e Incantations, (1979) já resenhados ao longo do meu blog. Eu associava a música dele com as montanhas e lugares idílicos. Em uma entrevista de 1983 o guitarrista afirmou que o seu maior sonho era ir para algum lugar de Gales e ficar meio isolado. É bem por aí.

Mike Oldfield ainda fez bons trabalhos no início dos oitenta, mas a qualidade foi caindo à medida que passou a incluir mais e mais canções. Depois disto, passou a relançar continuações de Tubular Bells, seu maior sucesso que vendeu mais de vinte milhões de vinis. Ouvi Tubular Bells II e III e parei por aí. São bons, não são apelativos. Como muitos outros músicos que vivem do passado, tudo muito que ele venha a compor novamente algo deste nível algum dia. 

Mas você pode ouvir tudo o que ele fez entre 1973-83 sem medo.





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