Juiz de Fora

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Número Zero (41)



Milão, 1992. Colonna é um homem de meia-idade que trabalha com jornalismo, abandonou uma universidade e se considera um perdedor. É contratado para criar matérias fantasiosas para os primeiros números pilotos do jornal Amanhã, de propriedade do "Comendador" um empresário rico que quer mostrar que é capaz de criar um jornal que funcione como gazua para sua entrada na elite política italiana. Colonna trabalha com uma equipe que vai se especializando em criar e manipular notícias com muito cinismo. O seu colega de redação Bragadoccio lhe fala de uma conspiração que teria tramado a "falsa" morte de Mussolini em 1945, envolvendo Máfia, Loja Maçônica P2, a CIA, o Vaticano, a Democracia Cristã e os neofascistas.

Francamente, quando comprei esta obra fiquei com um pé atrás. Eco escreve sempre muito bem e extensamente. Já li umas obras suas, ficção e acadêmicas, e este me pareceu sua criação menos frutífera. Repleto de diálogos que narram como a imprensa fabrica e manipula o que bem entende, não chega a ser um livro ruim, li-o em dois dias somente, mas o enredo e a trama não empolgam, ainda que envolva conspirações. Vamos ficar assim:se você o lê não perdeu nada, mas se tiver outras prioridade deixe-o de lado. Se nunca leu nada ficcional do grande semiótico de Alessandria eu indico Baudolino (li quatro vezes, nunca fiz isto com outro livro qualquer)

ECO, Umberto. Número Zero. 3.ªed. São Paulo: Record, 2015. 207p. R$35,00

2 comentários:

  1. eu quero muito ler. adoro esse autor. está em uma lista de um jornalista entre os melhores livros do ano. ainda não tenho. beijos, pedrita

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  2. Pois é, eu fiquei sabendo pela lista do André Barcinski.

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