Juiz de Fora

domingo, 29 de agosto de 2010

T.V.Glotzer (XII)

Capitão Escarlate/Thunderbirds
(1967-8/1965-6)

Exibidas no Brasil no início dos anos setenta, dos mesmos produtores de Joe 90, são séries que tinham por objeto o combate de inimigos da democracia e da humanidade por agentes secretos com modernos recursos militares.

















sábado, 28 de agosto de 2010

Videoclipes (29)


Oil on Canvas
(Japan, 1983)




O grupo new romantic Japan (1978-87) não foi popular no Brasil, como, por exemplo, Duran Duran. A bela voz de David Sylvian era acompanhada por um time de músicos de primeira (Mick Karn, Steve Jansen, Richard Barbieri), mas faziam um som um tanto soturno.




Ouvi Quiet Life em 1984 e gravei este video, um show no Hammersmith Odeon, em 1987. Com a paridade do dólar (94) foi um dos primeiros cds que comprei importado da Inglaterra (estava fora de catálogo nos EUA).


Por esta época David Sylvian gravou um ótimo cd (Damage) e dvd com Robert Fripp.



O site de David Sylvian me parece bem legal, com muitas fotos.

http://www.davidsylvian.com/





Discoteca Básica (23)


Peter and the Wolf
(Various artists, 1975)


Este é um disco que você ouve sem maiores pretensões e acaba se afeiçoando a ele. Inspirado na obra homônima do compositor Serguei Prokofiev, é aqui apresentada em sua versão rock, com músicos como Manfred Mann, Gary Brooker, Bill Bruford, Phil Collins e outros. Muito legal.

Quando o (a) seu (sua) filho (a) de seis anos pedir para ouvir música, ponha este disco, e conte-lhe a história do menino Pedro, ao invés daqueles cds daquela rainha você sabe quem dos tampinhas.


Livros (XII)

Os nus e os mortos
(Norman Mailer,1948)



Li este livro há uns quinze anos atrás (não sei por que me lembrava dele com o título de Homens de Areia). Baseado nos relatos do autor como repórter no Pacífico (Bornéu ou Filipinas), durante a segunda guerra, a obra possui como narradores diversos soldados e sub-oficiais. Todos uns cabeças-de-bagre. É difícil acreditar que este povo derrotou a Alemanha por duas vezes, mesmo com forte ajuda soviética, e o Japão, no mesmo conflito, apenas com apoio britânico cambaleante.



Os sonhos, opiniões, perspectivas, etc., das pessoas comuns do povo reforçaram em mim a convicção de que de onde menos se espera é daí que não vem nada mesmo. (Barão de Itararé).

The Panoticum Young Person's Guide to Classical Music (VIII)

Concerto n.º 02 para Piano e Orquestra
(Brahms, 1878)

Esta é a minha peça favorita de música erudita. Expoente do romantismo, Brahms fazia um música de forte emoção, mas sem exageros ou rompantes, acredito que tenha exercido certa influência junto à maneira de compor melodias do rock progressivo. Bom, se não é assim, gosto de achar que é, rs...


Arredio, a imprensa da época tentou lhe empurrar para o posto de chefe do partido anti-wagneriano, mas Brahms só se deu ao trabalho de intervir uma única vez, buscando confortável distância de um conflito que não lhe empolgava. Baixei sua obra completa ontem, vou ter muiiito o que ouvir.





Aqui jazz (VIII)


Time Out
(The Dave Brubeck Quartet, 1959)



Cool jazz de primeira, é um disco muito bem sucedido, levando-se em conta que explora compassos não muito assimiláveis (9/8 ou 6/4, por exemplo) ao ouvido médio, acostumadão aos 4/4 ou 4/2. Pode ouvir sem medo.







Filmes (19)

Feios, Sujos e Malvados
(1976)



Comédia de costumes do italiano Ettore Scola, esta obra mexe com um tabu, em pleno auge eleitoral do Partido Comunista Italiano, com um terço do eleitorado na mão: a classe operária, ou um ramo dela, o lumpenproletariado.



Pai bronco, mãe italiana típica, filha mais velha entrando na prostituição, filha mais nova espelhando-se na mais velha, genros e noras sub-empregados, tudo isto formando uma única família em um barraco na periferia de Roma.



Feios, sujos e malvados. Por aí, no mundo deles, no seu e no nosso.

Games (5)

Red Baron II
(1997)



O Barão Vermelho II é um jogo fascinante. Reproduz as batalhas aéreas da I Guerra Mundial, dia após dia. Você pode escolher entre vinte e um caças fabricados pelos alemães, ingleses e franceses, e lutar contra ases reais, sobrevoando os campos de Marne, Verdun, Flandres e Alsácia. Há biografia de cerca de cinquenta pilotos, história das aeronaves e um manual que inclui fotografias de época, inclusive a do enterro no qual os ingleses prestaram honras militares a Manfred von Richtofen, o temível Barão Vermelho.







Videoclipes (28)

Forced Laugh
(A Certain Ratio, 1981)



Como boa consequência do movimento punk surgiram novas pequenas gravadoras que abriram um filão no mainstream. Uma delas doi a Factory (outras foram a Rough Trade, a Mute e a 4 a.D).



Este video integra a coletânea Factory 51/71, que gravei em 1987. Lá estão New Order, Cabaret Voltaire, Durutti Column, The Fall, entre outros. O que mais gostei foi este do A Certain Ratio.


T.V.Glotzer (XI)


O homem de seis milhões de dólares
(1974-78)


Crianças, na década de setenta, tinham hora certa para ir para cama. O homem de seis milhões de dólares era apresentado na Globo, sábado, a partir das 21 h e 30 min. Era o único dia da semana em que eu e meus irmãos podíamos ir deitar após as dez horas.




O marido de Farrah Fawcett fazia um espião norteamericano com um olho, um ouvido, um braço e uma perna mecânica, o que lhe dava enorme vantagem sobre os inimigos. Os efeitos especiais se limitavam a apresentar a ação em câmara lenta e um barulho de molas rangendo. Mesmo assim a criançada caía que nem patinho, porque faz parte do cinema aceitar a fantasia mais absurda.



Quadrinhos (IX)

Lobo
(1994)



Em um planeta organizado por uma sociedade perfeita, onde havia condições materiais e afetivas mais do que suficientes para gerar seres éticos, nasce uma criança psicopata cuja primeira travessura é dizimar todos os seus habitantes por meio de um vírus para o qual era o único ser imune.



Adulto, Lobo torna-se um mercenário a serviço do Estado (quem mais?). O episódio em que ele é contratado para proteger uma velha professorinha primária é demais.

Filmes (18)

Cidadão Kane
(1941)


Há mais de vinte e cinco anos, no mínimo, que Cidadão Kane é apontado, quase à unanimidade, como o melhor filme da história do cinema. O argumento central se apóia na crítica corajosa de Orson Welles ao poder da grande imprensa, na pele de um magnata do ramo de comunicações.



Dizer que Cidadão Kane é o melhor filme de todos os tempos passou a ser uma espécie de gabarito de teste de múltipla escolha para que o espectador pudesse pretender receber uma carteirinha de cinéfilo.



Grande filme? Sem dúvida. O melhor do cinema? Sei não. Assisti uma única vez em 1986 e nunca me deu saudade.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Discoteca Básica (22)


Station to Station/Low/Heroes
(David Bowie, 1976-7)








Não obstante Ziggy Stardust ser considerado como o melhor e mais importante disco de David Bowie, eu penso que esta sequência foi a sua melhor fase, do ponto de vista estritamente musical. Contando com a colaboração eventual de Brian Eno e Robert Fripp, estas três obras-primas permanecem como uma boa introdução ao que viria nos anos oitenta.













Discoteca Básica (21)

One of a kind
(Bill Bruford, 1979)




Um dos melhores discos de fusion (mas bem progressivo), o baterista do Yes e King Crimson fez este excelente trabalho, impecável do início ao fim.







Discoteca Básica (20)

Songs of the Free
(Gang of Four, 1982)


Outra maravilha do irrepetível ano de 1982, este disco é bom por completo, por uma banda com ótimas e politizadas letras. Há uns quatro anos atrás tocaram o cd no Musik e o impacto continua atual.





Videoclips (27)


Disenchanted
(The Communards, 1986)



Technopop é um gênero que me agrada de montão, pois coloca o ritmo a serviço da melodia, fazendo uma bela síntese entre ouvir e dançar.

T.V.Glotzer (X)

The Banana Splits
(1968-70)


Entre 1972 e 1975 a frase que eu mais temia, nas manhãs de sábado, era esta:

-Hoje nós vamos ao centro.


Isto significava que iríamos todos, minha família, andar no centro de BH, passar por dezenas de lojas até que, finalmente, minha mãe decidisse que roupa comprar para os três filhos pequenos.


Era pior que dizer Frau Brucher ou os Cavaleiros que dizem Ni. Eu sabia que assim iria perder o Banana splits, entre onze ao meio-dia, no Plim-Plim. Inspirado no psicodelismo, o programa trazia quadros absurdos, o mais hilário deles era uma caixa de correio que se recusava a liberar a correspondência.



T.V.Glotzer (IX)


Os impossíveis
(1966)



Eu adorava este desenho nas tardes globais da primeira metade da década de setenta. O Multi-homem, o Homem-Fluido e o Homem-Mola eram roqueiros e agentes-secretos.